“As forças repressivas do governo abriram fogo contra os manifestantes na cidade de Divandarreh, matando pelo menos três civis”, disse à AFP a ONG, com sede na Noruega.

O grupo de defesa curdo Hengaw também denunciou hoje à AFP que membros das forças de segurança iranianas dispararam contra a família de um manifestante morto, ferindo pelo menos cinco dos seus membros.

“Ontem à noite [sexta-feira], membros da Guarda Revolucionária [da República Islâmica] atacaram o hospital Shahid Gholi Pur, em Boukan, pegaram no cadáver de Shahryar Mohammadi e enterraram-no num local secreto”, disse fonte da organização não-governamental à AFP

O Irão tem sido abalado por uma vaga de protestos desde a morte, a 16 de setembro, de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos, detida três dias antes pela polícia da moralidade por alegadamente violar o rigoroso código de vestuário da República Islâmica.

Denunciando “motins” orquestrados por forças estrangeiras, as autoridades iniciaram uma ofensiva e detiveram mais de 15.000 manifestantes, segundo uma ONG, várias das quais foram condenadas à morte.

Nas últimas semanas, funerais de manifestantes mortos na repressão têm dado muitas vezes origem a comícios para denunciar a morte de Mahsa Amini, e mais genericamente para desafiar o governo, refere a AFP.

Para evitar as manifestações, as forças de segurança iranianas estão agora a levar os corpos dos manifestantes que mataram para serem sepultados, acusam os ativistas.

Também no noroeste do país, as forças de segurança abriram fogo contra os manifestantes em Divandarreh, ferindo várias pessoas, segundo a Hengaw.

Pelo menos 342 pessoas foram mortas na repressão dos protestos, segundo a ONG iraniana de Direitos Humanos (TIC), com sede em Oslo.

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