O casal, residente na Murtosa, foi detido pela GNR em agosto de 2017, durante uma operação que culminou com a apreensão de cerca de meio quilo de haxixe e 29 pés de canábis com 2,5 metros de altura.

Foram ainda apreendidas duas balanças de precisão, uma estufa, uma caçadeira, 32 cartuchos de calibre 12, duas viaturas, diversos monitores e televisores e 4.360 euros em dinheiro.

O arguido, de 38 anos, foi agora condenado a quatro anos e oito meses de prisão, por um crime de tráfico de droga, e um ano e quatro meses, por um crime de detenção de arma proibida.

Em cúmulo jurídico, foi-lhe aplicada uma pena única de cinco anos de prisão, suspensa na sua execução por igual período.

Já a companheira, de 23 anos, foi absolvida do crime de tráfico de droga, por falta de provas.

O arguido foi também absolvido do pagamento ao Estado de uma quantia de cerca de 100 mil euros, que seria resultante da atividade ilícita.

Durante o julgamento, o arguido assumiu que plantava canábis para consumo próprio e afirmou que a companheira não sabia de nada.

"Estou estupefacto com as conclusões que tiraram. São coisas completamente irreais. Nunca vendi droga na minha vida", afirmou.

Quanto à estufa que foi encontrada na sua residência, disse que era para plantar alfaces, mas nunca a usou, e a arma que lhe foi apreendida era de um tio que está no estrangeiro.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o arguido desde data não apurada de 2013 até agosto de 2017 procedeu ao cultivo e venda de haxixe e canábis a vários consumidores da zona de Estarreja e Murtosa.

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