"Eles não precisam de conselhos", afirmou Trump, numa altura em que o Exército chinês divulgou um vídeo que alerta os contestatários na antiga colónia britânica, devolvida pelo Reino Unido à China em 1997.

"É entre Hong Kong e a China, porque Hong Kong faz parte da China", continuou o chefe de Estado norte-americano, que acaba de relançar a guerra comercial contra Pequim, tendo anunciado que tenciona impor tarifas adicionais a todas as importações provenientes daquele país.

A contestação nas ruas de Hong Kong foi iniciada contra uma proposta de lei que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial chinesa a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas os protestos generalizaram-se, com os manifestantes a afirmarem ser uma "erosão das liberdades" na antiga colónia britânica.

Os manifestantes exigem uma resposta do Governo de Carrie Lam a cinco reivindicações: retirada definitiva da lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que os protestos de 12 de junho e 01 de julho não sejam identificados como motins, um inquérito independente à violência policial e a demissão da chefe do Executivo.

A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princípio "um país, dois sistemas", precisamente o que os opositores às alterações da lei garantem estar agora em causa.

Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

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