O Conselho Nacional do PEV reuniu-se hoje, em Lisboa, e decidiu por unanimidade votar contra a moção de censura apresentada na sexta-feira pela presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, foi anunciado.

Num comunicado enviado às redações, o PEV considera que “esta moção vem totalmente ao arrepio dos valores e dos objetivos que Os Verdes defendem para o país, como é exemplo a área da saúde, onde fica clara a apologia e a defesa do setor privado, e a fragilização do Serviço Nacional de Saúde”.

“Por outro lado, Os Verdes consideram que esta moção tem uma forte componente eleitoralista, e não é mais do que um ‘colocar-se em bicos dos pés’ do CDS perante o PSD, para se afirmar como o grande líder da oposição à direita”, acrescenta a nota.

A moção de censura ao Governo, anunciada na sexta-feira pela líder do CDS, Assunção Cristas, vai ser discutida no parlamento na quarta-feira, disse à Lusa fonte da direção da bancada centrista.

A marcação da data, que obrigou ao reagendamento dos trabalhos da próxima semana na Assembleia da República, foi acordada pelos grupos parlamentares.

Esta será a segunda moção de censura ao Governo minoritário do PS, chefiado por António Costa, ambas apresentadas pelo CDS-PP, e será a 30.ª em 45 anos de democracia, após o 25 de Abril de 1974.

A última a ser discutida no parlamento foi também apresentada pelos democratas-cristãos em 24 de outubro de 2017, centrada nas falhas do Estado no combate aos grandes incêndios desse ano. Foi rejeitada com 122 votos contra, do PS, PCP, BE, PEV e do deputado do PAN, e 105 votos favoráveis, do CDS-PP e do PSD.

Para ser aprovada, o que implica a queda do Governo, a moção tem que obter 116 votos. PS e os outros partidos de esquerda (PCP, BE e PEV) têm maioria na Assembleia da República.

A presidente do CDS-PP justificou a moção de censura com “o esgotamento” do Governo, “incapaz de encontrar soluções” para o país e de só estar a pensar “nas próximas eleições”.

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