A ama, que terá tido a menina a seu cargo durante cinco dias a pedido da própria mãe, foi a primeira a dar entrada nas instalações da Polícia Judiciária de Setúbal, cerca das 19:00 de quarta-feira, pouco antes de uma outra equipa da PJ trazer a mãe e o padrasto da vítima.

Fonte oficial da PJ disse à agência Lusa que as três pessoas foram interrogadas, mas que nenhuma delas está, por enquanto, formalmente detida.

A ama, que terá tido a menina a seu cargo durante cinco dias a pedido da própria mãe, terá justificado os ferimentos que a menina apresentava com uma queda de uma cadeira, mas a Polícia Judiciária de Setúbal já dava como certo que a criança tinha sido sujeita a maus-tratos, mesmo antes da autópsia que foi realizada esta quarta-feira no Gabinete Médico-Legal de Setúbal.

Segundo disse hoje aos jornalistas a avó da menina, Rosa Tomás, os sinais de maus tratos já seriam evidentes quando a mãe foi buscar a criança a casa da ama, na passada segunda-feira de manhã.

No entanto, só durante a tarde, a família terá alertado as autoridades de saúde, que mobilizaram para o local uma equipa de emergência médica do Centro Hospitalar de Setúbal. A criança foi assistida na casa da mãe e transportada ao Hospital de São Bernardo, onde foi sujeita a manobras de reanimação, mas não sobreviveu aos ferimentos.

O padrasto da menina também disse aos jornalistas que desconhecia que a criança tivesse estado cinco dias ao cuidado de uma ama, assegurando que a companheira, mãe da Jéssica, também lhe disse a ele que a menina estava numa colónia de férias.

Tanto o padrasto como a avó da menina garantiram, no entanto, que a mãe não tinha qualquer responsabilidade nos maus tratos infligidos à pequena Jéssica.

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