“É possível concluir, à vista das informações prestadas ao fisco federal, bem como da movimentação bancária, que a variação patrimonial do Sr. Luís Cláudio Lula da Silva é formalmente incompatível sobre as sobras financeiras correspondentes aos anos de 2011 a 2012, e no acumulado do período”, lê-se no documento, divulgado pelo jornal Estado de São Paulo.

No relatório, é destacado que, em 2013, “a evolução patrimonial a descoberto (falta de recursos) atinge valores superiores a 200 mil reais [58,1 mil euros] quantia essa significativa frente à posição patrimonial do investigado”.

A Polícia Federal notou ainda que dos cerca de “1,43 milhões de reais [416 mil euros] de rendimentos brutos do investigado no período de 2011 a 2014, aproximadamente 246 mil reais [71,56 mil euros] foram oriundos da empresa LILS Palestras”, a empresa de palestras de Lula da Silva.

Outros 780 mil [226,8 mil euros] vieram da LFT Marketing, “100 mil [29 mil] de pessoas físicas e 200 mil [58,2 mil] da senhora Marisa Leticia”, mulher de Lula da Silva.

Luís Cláudio Lula da Silva é investigado na Operação Zelotes, que investiga denúncias sobre a venda de medidas provisórias (atos do Presidente da República que têm força de lei) nos executivos de Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O ex-Presidente é arguido em três processos, um deles por suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção em negócios em Angola, que envolvem também o seu sobrinho, Taiguara Rodrigues dos Santos.

Além disso, é réu em dois processos da operação Lava Jato – que investiga o maior esquema de corrupção da história do Brasil -, um por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e outro por alegada tentativa de obstruir a investigação da Lava Jato.

Lula da Silva foi também incluído numa investigação por suspeita de participação em organização criminosa com outros políticos no âmbito da Lava Jato, e é ainda investigado, juntamente com a sua sucessora, Dilma Rousseff, por tentativa de obstrução à Justiça, devido às suspeitas levantadas quando a ex-Presidente o nomeou para ministro da Casa Civil.

O ex-líder brasileiro tem negado as acusações, afirmando-se vítima de perseguição política.

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