O memorando de entendimento foi rubricado pela parte portuguesa por João Gomes Cravinho e pelo embaixador de Portugal em Angola, Francisco Alegre, e pelo ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António.

“A sua conversão no Museu de Libertação Nacional para nós tem um significado muito especial, porque acontece precisamente à beira de se iniciar o ano em que se celebram os 50 anos do 25 de Abril e um ano antes de se iniciar a celebração do aniversário dos 50 anos da independência de Angola”, disse o chefe da diplomacia portuguesa, no final da assinatura do acordo.

Em declarações à imprensa, Cravinho salientou que à medida que Portugal se aproxima do 50.º aniversário do 25 de Abril é muito importante, sobretudo para os mais novos, recordar sempre que a liberdade portuguesa tem muito a ver com a luta pela libertação colonial dos povos em vários países africanos colonizados na altura por Portugal.

“Há aqui uma relação simbiótica, porque essas lutas pela liberdade, pela independência, dos povos africanos, incluindo o povo angolano, é um estímulo muito importante para a luta pela liberdade em Portugal”, referiu.

Segundo João Gomes Cravinho, este apoio é precisamente uma celebração daquilo que é um património conjunto que é a liberdade dos Estados.

A assinatura do memorando de entendimento “de apoio direto ao Orçamento Geral do Estado de Angola” decorreu à margem da deslocação de João Gomes Cravinho a Luanda, capital angolana, onde copresidiu com o ministro das Relações Exteriores angolano à 6.ª reunião ministerial do Caminho Conjunto União Europeia-Angola.

O ministro português liderou a reunião em representação do Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell.

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