“Não nos podemos ficar pelos chavões que são repetidos cada vez que o país é confrontado com as consequências dos desequilíbrios territoriais”, disse o candidato, durante o “IV Fórum Valorização do Interior: Chavão ou Ação?”, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.

O candidato, que acompanhou a iniciativa virtualmente, recordou os incêndios que ocorreram em 2017 como exemplo de “um Portugal por cumprir” ao nível das assimetrias no território.

“Importa prevenir a tragédia e não somente aparecer depois da tragédia, voltando com conhecidos e estafados chavões”.

E o Presidente da República que vai ser eleito em 24 de janeiro “não se pode desviar em nenhum momento desta realidade”, referindo novamente o papel do chefe de Estado no cumprimento da Constituição a todos os níveis.

O também eurodeputado comunista defendeu que Portugal tem “uma história longa de caracterização dos problemas do interior e do mundo rural” com uma história “relativamente longa de programas para correção de assimetrias regionais”.

O candidato considerou que este passado de programas apenas evidenciou o problema, em vez de o resolver.

“Se nada for feito aldeias inteiras desaparecerão. Já todos o sabemos, estamos sempre a repeti-lo. Há territórios que terão pouco mais do que a sua paisagem, certamente bonita para quem a visita, mas que não fixa população, porque não há emprego, não há serviços públicos, não aproveitamento de recursos e de potencialidades”, prosseguiu, acrescentando que “mais do que chavões carregados de lamentos e inquietações” são necessárias “medidas concretas para uma efetiva ocupação do território”.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

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