O norte-americano Gerald Connolly falava na conferência de imprensa que marcou hoje a abertura dos trabalhos desta sessão — que decorre até ao dia 11 – que contou também com a presença da secretária-geral da Assembleia Parlamentar da NATO, a francesa Ruxandra Popa, e do deputado social-democrata Adão Silva, presidente da delegação portuguesa naquela assembleia.

Conolly agradeceu a hospitalidade portuguesa e saudou a elevada taxa de população vacinada, o que facilita a organização do evento, considerando que “Portugal é um bom modelo para os Estados Unidos neste campo”.

Lembrando que o país é um dos membros fundadores da Aliança Atlântica, o presidente disse ainda que o país é “um parceiro crucial”.

Gerald Connolly referiu ainda que a NATO está a rever o seu conceito estratégico, lembrando que o último menciona a Rússia como um parceiro, “o que não é de todo”, e nem menciona a China.

“Somos uma aliança coletiva de segurança, empenhada na nossa segurança coletiva, mas ao mesmo tempo somos uma aliança que se junta à volta de valores democráticos comuns, porque se não formos iguais nos nossos compromissos então somos apenas mais uma aliança militar que aparentemente não gosta de certas pessoas ou países”, salientou.

Ruxandra Popa partilhou da felicidade do presidente em poder organizar esta sessão presencialmente após a pandemia de covid-19, apontando que estarão em discussão nas comissões 15 projetos de relatórios e várias resoluções.

“A Assembleia é institucionalmente separada da NATO, é um ‘corpo’ separado, mas essas resoluções vão ser enviadas para o secretário-geral da NATO e para os governos dos países membros”, explicou.

O parlamento português recebe de hoje a 11 de outubro a 67ª sessão da Assembleia Parlamentar da NATO, que contará com a presença do secretário-geral da Aliança e abordará a situação no Afeganistão e a pandemia covid-19.

A sessão anual, organizada este ano em Lisboa, vai contar com a participação de membros do Governo português, representantes oficiais da NATO, especialistas em assuntos de defesa, legisladores dos 30 estados-membros da NATO e representantes de países parceiros da Aliança e de órgãos parlamentares.

De acordo com o programa oficial, entre os temas em cima da mesa estarão a agenda NATO 2030 e a revisão do conceito estratégico, “as lições retiradas do envolvimento da NATO no Afeganistão”, a Rússia e China, a evolução da situação no Médio Oriente e no Norte de África, alterações climáticas e até “a resiliência democrática e a desinformação” ou a pandemia da covid-19, entre outros.

A reunião plenária de segunda-feira (11), contará com intervenções do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, o primeiro-ministro, António Costa, da Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América, Nancy Pelosi, do Subsecretário-Geral das Nações Unidas, Jean-Pierre Renaud Lacroix (em representação do Secretário-Geral, António Guterres), e do Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, entre outras.

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