"O segredo bancário é um pilar basilar da atividade bancária, impede divulgação dos nomes dos devedores, a não ser se houver ilícitos criminais, e tem como objetivo proteger cidadãos e empresas e o seu bom nome. É pedra angular da confiança entre o banco e o cliente", disse hoje Faria de Oliveira, num encontro com jornalistas, em Lisboa.

O responsável pela associação que representa os bancos que operam em Portugal considerou ainda que o "próprio regime de proteção de dados", que em breve deverá entrar em vigor em Portugal, vem reforçar o segredo bancário.

Faria de Oliveira foi presidente executivo da CGD entre 2008 e 2011 e presidente não executivo do banco entre 2011 e 2013.

A lista dos maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem motivado várias intervenções políticas recentemente, com o PSD a pedir a divulgação dos 50 maiores devedores do banco público desde 2000.

Já o PCP considerou que tal significa tratamento desigual face a outros bancos, tendo feito um pedido ao Banco de Portugal (BdP) para disponibilizar as listas de grandes devedores de todos os bancos alvo de intervenção estatal e dos decisores desses créditos em falta.

O BE, por sua vez, acusou o PSD "de mero oportunismo e inconsequência política" no pedido para conhecer os devedores da CGD, considerando que só alterando a lei do sigilo bancário é que se pode aceder a esses dados.

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