As taxas aeroportuárias vão aumentar 22 cêntimos por passageiro no aeroporto de Lisboa e 15 cêntimos no aeroporto de Faro em 2017, sendo estas as subidas mais significativas na rede de aeroportos nacionais geridos pela ANA, de acordo com o tarifário para 2017, disponível no ‘site’ da gestora aeroportuária.

“São aumentos injustificados e injustos”, refere Paulo Geisler em declarações à agência Lusa.

“Não faz sentido nenhum, se há uma subida do número de passageiros nos aeroportos que por si só já gera receita para a ANA, é um contrassenso: aumentam os passageiros e aumentam as taxas, quando devia ser o inverso”, defendeu.

Por outro lado, segundo o presidente da RENA, desde 2013, os sucessivos aumentos e ajustamentos já fizeram aumentar mais de 20% as taxas aeroportuárias, o que, sublinha Paulo Geisler, são custos diretos da operação e encargos para os passageiros, não têm nada a ver com melhoria de serviços.

Para o responsável, esta nova subida vem assim acentuar um sentimento de “desproteção”, uma vez que o atual quadro legal não contém qualquer mecanismo de equilíbrio entre os utilizadores do aeroporto”.

Por isso mesmo, o presidente da RENA defende uma intervenção mais ativa do regulador e do Governo nesta matéria.

Segundo a empresa liderada por Ponce de Leão, que desde o início de 2013 está nas mãos do grupo francês Vinci, a variação do conjunto das taxas reguladas da ANA traduz-se num aumento médio de 1,69% em 2017.

As taxas propostas fixadas para Lisboa, Porto e Faro para o próximo ano têm carácter provisório, uma vez que assentam em previsões de tráfego, sendo "suscetíveis de eventual correção em função do valor real do tráfego que for apurado para 2017".

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