“Na verdade, é muto importante, neste momento, que este problema da Venezuela seja resolvido e os nossos concidadãos consigam ultrapassar os momentos difíceis que estão a viver na Venezuela”, disse Miguel Albuquerque aos jornalistas.

O governante madeirense acrescentou que, “neste momento, é o principal problema que está a afetar” a população e a comunidade que levou como “pedido especial” à Senhora do Monte.

Miguel Albuquerque referiu que é tradição as entidades participarem nestas celebrações, recordando que sempre marcou presença, durante 19 anos, enquanto presidente da Câmara do Funchal.

“Agora, como presidente [do Governo Regional], pedir as graças de Nossa Senhora para a Madeira e para a nossa população” foi o objetivo, complementou.

O chefe do executivo madeirense sublinhou que, no arquipélago, “era bom que as coisas continuassem assim: o crescimento da economia e com a maior baixa de desemprego desde há seis anos e meio”.

No ano passado, a festa do Monte, na freguesia dos arredores do Funchal, que é considerado o maior arraial da Madeira, foi cancelada devido aos incêndios que se registaram no Funchal, tendo decorrido apenas as celebridades de caráter religioso.

Questionado sobre a atuação do executivo insular desde essa altura para evitar situações idênticas no futuro, respondeu que “a questão da prevenção não é só do Governo, é de toda a população”.

“Neste momento, acho que as pessoas estão mais conscientes da necessidade das limpezas do terreno”, salientou, acrescentando que foi feito “um esforço muito forte no sentido de limpar”, o que abrangeu muitas dezenas de hectares junto de habitações.

Também referiu que estão a ser construídas “as linhas de corta-fogo”, vincando ser “um trabalho que vai levar anos e anos, que tem de ter continuidade”.

“Este ano, o continente tem sido afetado por incêndios muito graves, mas acho que a única solução é uma política de prevenção e uma política florestal consistente”, defendeu.

Miguel Albuquerque ainda considerou que quando se trata de situações de fogo, “como é também o caso no continente e já foi no Funchal (…), é muito difícil às vezes ter capacidade de intervenção imediata”.

Sobre a ação desenvolvida para apoiar as pessoas que foram afetadas pelos incêndios em agosto do ano passado no Funchal, o responsável apontou que foram efetuados mais de 170 realojamentos e estão a ser construídas várias casas.

“Esperamos que esta questão das verbas nacionais seja desbloqueada o mais rapidamente possível”, afirmou.

“Acho que estamos a cumprir aquilo a que nos propusemos. Neste momento, é fundamental que aquilo que foi prometido pelo Governo central seja concretizado” concluiu.

Os incêndios na segunda semana de agosto de 2016 no Funchal provocaram três mortos, um ferido grave, danos em cerca de 300 habitações e prejuízos materiais avaliados em 157 milhões de euros.

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