O chefe de Estado francês “não vai deixar cair o projeto”, mas “está disposto a melhorá-lo, com base em negociações com os sindicatos”, explicou a presidência, admitindo que haverá “progressos até ao final da semana”.

O primeiro-ministro, Edouard Philippe, recebe hoje à tarde — acompanhado pelo novo “senhor reformas” do Governo, Laurent Pietraszewski, que substitui Jean-Paul Delevoye depois da demissão deste na segunda-feira — os líderes sindicais e os patrões, na tentativa de encontrar uma saída para a crise.

A proposta de reforma do sistema de pensões tem provocado muita contestação em França, tendo levado a uma greve geral na terça-feira que fechou escolas deixou hospitais a meio gás e paralisou os transportes.

Nas últimas duas semanas, os trabalhadores do setor dos transportes, além de outros serviços, têm estado em greve e a situação ameaça manter-se até ao final do ano.

Segundo a presidência, Emmanuel Macron pretende nomeadamente “obter uma folga” da mobilização “durante a temporada de festas” do final do ano.

Segundo a presidência, Macron está disponível para melhorar aspetos como a idade prevista para reforma, que a proposta atual passa dos atuais 62 para os 64 anos a fim de equilibrar o sistema financeiro.

A proposta prevê também que os trabalhadores que se aposentarem antes dessa idade sofrerão uma redução nas suas pensões, enquanto os que saírem mais tarde da vida ativa terão um “bónus”.

A proposta é considerada “inaceitável” pelos sindicatos, nomeadamente pelo CFDT, o maior sindicato francês, que, apesar de ser a favor da unificação dos atuais 42 sistemas de pensões, colocou a idade prevista para reforma como “uma linha vermelha”.

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