Nyusi falava após a inauguração do Laboratório de Geologia do Instituto Nacional de Minas (INAMI), localizado em Maputo e equipado com serviços de laboratório e com um centro de análise e centro de processamento sísmico.

A nova infraestrutura vai permitir uma informação precisa sobre a qualidade dos minérios extraídos em Moçambique e a determinação do seu valor exato, aumentando a contribuição do setor nas receitas do Estado.

“Com este laboratório, é inquestionável que iremos incrementar o nosso conhecimento e definir padrões que propiciem transações comerciais, cujos valores refletem, de uma forma transparente, preços correntes no mercado”, afirmou o chefe de Estado moçambicano.

“O setor mineiro assume uma importância estratégica para o desenvolvimento do país e é uma das fontes de receitas das nossas exportações”, destacou Filipe Nyusi.

A área extrativa aumentou a sua parcela no Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, tendo atingido 10,4% face a 9,8% em 2021, avançou.

“Este crescimento é assinalável, uma vez que, em 2011, o setor representava 1,8% do PIB”, referiu o chefe de Estado moçambicano.

A área conta com a participação de grandes empresas, que exploram o carvão, areias pesadas, rubi, grafite e tantalite e, numa outra dimensão, com a exploração de pequena escala de pedras preciosas e semipreciosas, referiu o Presidente moçambicano.

O laboratório hoje inaugurado, prosseguiu, também vai melhorar a fiscalização da área, atuando sobre a produção e tributação.

Filipe Nyusi destacou que se impõe o controlo rigoroso da mineração artesanal, pois um censo neste domínio apurou que atuam na área mais de 229 mil pequenos produtores gerando renda para mais de 800 mil pessoas.

Aquela estrutura também vai colocar os minérios produzidos em Moçambique dentro de padrões de qualidade internacional, sublinhou Filipe Nyusi.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, disse na ocasião que a construção de raiz do Laboratório de Geologia custou 190 milhões de meticais (2,76 milhões de euros).

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