“Putin é um criminoso de guerra e não hesitarei em condená-lo e ao seu regime”, afirmou a líder independentista escocesa.

“A Escócia está determinada a tomar as medidas mais fortes possíveis para isolar e criminalizar seu regime e fazer todo o possível para apoiar o povo da Ucrânia”, acrescentou.

A primeira-ministra escocesa sublinhou que é importante que aqueles que estão “do lado da liberdade e da democracia trabalhem juntos” para garantir que “o Governo de Putin e a sua rede de oligarcas fiquem o mais isolados possível”.

“A condenação internacional da Rússia, não apenas em palavras, mas também em ações, deve ser a mais forte possível”, frisou a líder do Partido Nacional Escocês (SNP).

Na opinião da chefe do executivo, os líderes mundiais devem “escolher um lado nesta agressão” da Rússia contra a Ucrânia. E posição da Escócia é clara: “Todos apoiamos a Ucrânia.”

A Rússia proibiu hoje Boris Johnson, Nicola Sturgeon e 12 outros altos responsáveis britânicos de entrarem no país por “ações hostis, sem precedentes”, tomadas contra Moscovo pelo Governo do Reino Unido.

“Este passo foi dado como resposta à campanha de informação política desenfreada e desencadeada por Londres, que visa o isolamento internacional da Rússia, a criação de condições para controlar o nosso país e estrangular a economia nacional”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, anunciando a medida.

A proibição afeta o vice-primeiro-ministro, Dominic Raab, e os ministros das Relações Exteriores, Elizabeth Truss; da Defesa, Ben Wallace; dos Transportes, Grant Shapps; do Interior, Priti Patel; da Economia, Rishi Sunak; dos Negócios, Energia e Estratégia Industrial, Kwasi Kwarteng; e da Cultura, Nadine Dorries. Integra também o secretário de Estado das Forças Armadas, James Heappey.

A lista dos sancionados é completada pela procuradora-geral da Inglaterra e País de Gales, Suella Braverman, e pela ex-primeira-ministra e deputada conservadora Theresa May.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados das Nações Unidas, que alertam para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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