"Um país como Portugal, que tem interesses muito diversificados em muitas regiões do mundo e uma diáspora muito significativa espalhada pelo mundo, não pode nunca perder a capacidade de, onde quer que esteja um português ou uma empresa portuguesa, poder desenvolver as capacidades e os meios necessários para assegurar a sua segurança, a sua proteção e o seu regresso são e salvos ao território nacional", disse António Costa.

O chefe de Governo falava na Base Aérea n.º 11, em Beja, depois de ter assistido, acompanhado pelo ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, a uma demonstração de atividades militares no âmbito da edição deste ano do exercício anual das Forças Armadas "Lusitano", que está a decorrer até dia 28 deste mês em vários locais de Portugal, envolvendo cerca de 1.300 militares.

O exercício "Lusitano 2016", da responsabilidade do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, visa o treino operacional conjunto dos três ramos das Forças Armadas Portuguesas no planeamento e na execução de operações simultâneas de evacuação de não combatentes, de resposta a crises e de apoio à proteção civil, dentro e fora do território nacional.

Segundo António Costa, o exercício "demonstra bem como as Forças Armadas e os serviços de segurança podem e são capazes de atuar conjuntamente para responder às necessidades de cumprimento das missões que são definidas".

O "Lusitano 2016" também "exemplifica bem mais uma das capacidades e das funções essenciais que as Forças Armadas desempenham ao serviço da nação, não só a de garantir a soberania nacional, mas também a de proteção dos interesses fundamentais do Estado Português, a de segurança dos portugueses onde quer que eles se encontrem e a capacidade que temos de ter de projetar as forças para assegurar esses objetivos".

O "Lusitano 2016", apesar de ser ficcionado, "representa uma situação que pode ser real e em que é necessário projetar forças para outro território" para resgatar portugueses, cidadãos europeus e empregados de empresas portuguesas, que necessitem de ser retirados em condições de segurança, "dando-lhes, primeiro, cuidados de assistência médica e permitindo-lhes regressar a Portugal ou a outro local seguro".

"Infelizmente, é uma missão que, já no passado, as Forças Armadas Portuguesas tiveram que desenvolver", e fizeram-no "com grande sucesso", e que Portugal tem de "estar preparado para assegurar", disse.

O primeiro-ministro felicitou os militares envolvidos no exercício e desejou que a sua missão "possa ser completada com o maior sucesso, o menor número de baixas possível e a maior taxa de recuperação de compatriotas, cidadãos europeus e funcionários de empresas portuguesas, que vão resgatar e trazer em segurança" para Portugal.

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