Em Braga, num debate na Universidade do Minho para assinalar os três anos de legislatura, António Costa afirmou ainda que Portugal tem que ter uma "posição ativa" na questão do acolhimento a refugiados e defendeu a revisão do acordo de Dublin.

"Acolher refugiados não é sofrer um problema, é assumir uma responsabilidade que Portugal tem na sociedade internacional e em segundo lugar é uma grande oportunidade” para o país, defendeu António Costa.

Uma oportunidade, referiu o chefe do executivo, que deve ser aproveitada para dar resposta ao problema demográfico que o país enfrenta: "Portugal é um país com problema demográfico sério e não é só com políticas de natalidade, que reproduzirão recursos humanos daqui a 24 anos, que nós resolvemos o problema. Para responder ao nosso equilíbrio demográfico precisamos de atrair migrantes e os primeiros que devemos ter o dever de acolher são aqueles que nos procuram como refugiados".

O primeiro-ministro português salientou a importância de Portugal ser proativo quer na captação de refugiados quer no seu acolhimento.

"Demos uma demonstração disso [de proatividade] com a iniciativa de Jorge Sampaio para acolher estudantes sírios e que tem dado um contributo muito positivo ao desenvolvimento da sociedade portuguesa", apontou, continuando o exemplo com o facto de Portugal ter sido "o primeiro país a assinar um acordo bilateral com a Alemanha para operações de recolocação de refugiados".

Para o primeiro-ministro, o país deve colocar-se numa posição "responsável que aceitará quem peça asilo em Portugal" para aproveitar a oportunidade de resposta ao problema demográfico, mas também como defesa da União Europeia.

"O futuro e unidade da União Europeia depende desta capacidade de sermos solidárias na repartição deste esforço", pelo que António Costa lembrou a posição do Governo da defesa da revisão do acordo de Dublin.

"É inadmissível esta ideia que os países que estão na linha da frente tenham que ter a responsabilidade exclusiva", disse.

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