O príncipe Harry afirmou que a palavra "Megxit", utilizada pela imprensa britânica para descrever a decisão dele e da sua esposa Meghan de abandonarem os seus deveres reais, era um termo misógino, ou seja, que revela desprezo pelas mulheres, conta o The Guardian.

Segundo o Duque de Sussex, a palavra é um exemplo de ódio online e mediático. "Talvez as pessoas saibam disto e talvez não saibam, mas o termo Megxit era ou é um termo misógino, e foi criado por um 'troll', amplificado por correspondentes reais, e cresceu e cresceu e cresceu nos meios de comunicação social. Mas começou com um 'troll'", explicou Harry.

Harry fez este comentário enquanto falava no painel "Internet Lie Machine", organizado pela revista americana Wired.

Um estudo divulgado em outubro deu conta de 83 relatos no Twitter que diziam ser responsáveis por 70% do conteúdo odioso e da desinformação dirigida a Meghan e Harry.

Referindo-se ao estudo, Harry frisou que "talvez a parte mais perturbadora disso fosse o número de jornalistas britânicos que interagiam com eles e amplificavam as mentiras".

Desde que abandonaram os deveres reais, Harry e Meghan têm feito campanha contra a negatividade dos meios de comunicação social que, segundo eles, está a afetar a saúde mental das pessoas. Harry já se referiu à desinformação como uma "crise humanitária global".

Aproveitando o exemplo da sua mãe, a Princesa Diana, que morreu num acidente de carro em Paris enquanto era perseguida por paparazzi, Harry acrescentou: "aprendi desde muito cedo que os incentivos da publicação não estão necessariamente alinhados com os incentivos da verdade".

"Conheço a história demasiado bem. Perdi a minha mãe devido a esta raiva auto-fabricada, e obviamente estou determinado a não perder a mãe dos meus filhos para a mesma coisa", apontou.

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