A PJ refere que estão a ser investigados factos relacionados com a obtenção, por meios ilícitos, de uma posição de domínio no fornecimento ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) de produtos hemoderivados e plasma humano inativado.

Em causa estão a eventual prática de crimes de corrupção passiva e ativa, recebimento indevido de vantagem e branqueamento.

Os três médicos pertencem à especialidade de imunohemoterapia e tinham responsabilidades nos concursos em investigação.

A Polícia Judiciária (PJ) adianta, em comunicado, que participaram nas diligências 50 elementos daquela polícia, três juízes de instrução e três procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

No âmbito da investigação "O negativo", a PJ indica que já constituiu mais cinco arguidos, efetuou duas detenções e realizou 27 buscas e outras diligências de prova, algumas das quais na Suíça e Alemanha.

Em 15 dezembro de 2016, o então administrador da Octapharma Paulo Lalanda e Castro foi detido na Alemanha, na sede da farmacêutica, através de um mandado de detenção europeu, mas foi posteriormente libertado pelas autoridades germãnicas, tendo, mais tarde, na qualidade de arguido sido ouvido em Portugal por um juiz de instrução criminal, por suspeitas de corrupção ativa e branqueamento de capitais.

Lalanda e Castro é também arguido nos processos “Operação Marquês” (que investiga o ex-primeiro-ministro José Sócrates) e no caso “Vistos Gold”.

Na operação "O negativo", o DCIAP investiga suspeitas de que Lalanda e Castro e o ex-presidente do INEM Cunha Ribeiro (também arguido) tenham acordado beneficiar a Octapharma utilizando para o efeito as funções e influência de cada um.

Lalanda e Castro demitiu-se da presidência da Octapharma quando rebentou o escândalo do negócio do plasma. Cunha Ribeiro foi detido a 13 de dezembro, e, juntamente com ele, estarão indiciados dois advogados e uma dirigente da Associação Portuguesa de Hemofilia.

Os factos remontam a 1999, quando a farmacêutica suíça Octapharma assegurou o concurso de venda de plasma inativado (uma componente do sangue) aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Cunha Ribeiro era então presidente do júri do concurso e a farmacêutica assegurou um negócio que envolvia 137 milhões de euros, segundo números divulgados na altura pela imprensa.

[Notícia atualizada às 13h23]

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