“Foi um primeiro semestre muito atípico. Tivemos um inverno pouco chuvoso. Na altura em que devia ter chovido não choveu, depois iniciou-se a primavera e foi quando veio a chuva”, disse o presidente da Porbatata – Associação da Batata de Portugal, António Gomes, em declarações à Lusa.

Como consequência, “a produtividade foi mais baixa” e diversas zonas do país tiveram de alterar as plantações.

“A média de produção para o setor profissional anda entre as 35/40 toneladas por hectare e este ano andou na ordem das 30 toneladas”, referiu.

Apesar de não adiantar números, António Gomes garantiu que não tem sido “um ano fácil em termos de exportações” devido à “falta de batata” em Portugal.

“O norte da Europa teve temperaturas muito quentes no início da primavera, o que [levou] a que países como França, Alemanha e Bélgica não tenham comprado batatas a Portugal”, referiu.

De acordo com o responsável, por ano, Portugal importa entre 400 a 450 toneladas de batata, cerca de 80% das quais de Espanha e França.

Até ao final de 2018, António Gomes espera que os preços à produção continuem entre os 25 e 30 cêntimos.

A Porbatata tem sensivelmente 50 associados coletivos, que agrupam centenas de produtores de todas as regiões, à exceção da Madeira.

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