“A parte positiva é que temos novamente as colocações em agosto, nos últimos anos estávamos a colocar professores em setembro. A parte complicada é que continuam a ser contratados (a prazo) professores com 10, 15 e 20 anos de serviço, que sempre trabalharam para o Ministério da Educação”, disse à agência Lusa o presidente da associação, César Israel Paulo.

Filosofia e Economia estão entre os grupos de recrutamentos “mais complexos”, ou seja, aqueles em que a precariedade é maior, de acordo com uma primeira análise feita pela associação às listas hoje divulgadas pelo Ministério da Educação.

A associação pretende agora que o ministério institua uma regra que impeça os professores dos ensino particular de entrar no mesmo concurso que os restantes docentes da rede pública.

“Esperamos que não seja permitido aos professores do ensino privado ocupar vagas de quadro à frente de colegas que estão há muitos anos no Ministério da Educação”, sublinhou.

“Alguns deram pouco tempo aulas no ensino público e tiveram a sua estabilidade numa escola perto de casa onde até estavam no quadro”, exemplificou, frisando que a situação ocorreu nos últimos concursos extraordinários de vinculação de professores realizados durante a tutela de Nuno Crato.

O docente realçou também como fator positivo que no concurso agora concluído os professores tenham sido colocados de acordo com a graduação profissional, uma exigência feita também pelos sindicatos do setor.

“A grande novidade deste concurso é a graduação profissional, até ao final do ano todos os professores vão ser colocados pela ordem da graduação”, declarou o responsável associativo, numa reação aos resultados do concurso de colocação de professores, hoje divulgados pelo Ministério da Educação.

Para o ano letivo 2016/2017, nas listas relativas aos concursos de mobilidade interna e de contratação inicial de professores divulgadas hoje no portal da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), são colocados 7.306 docentes contratados, informou o Ministério da Educação, em comunicado.

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