O Programa Jovens Empreendedores Sociais, da Universidade Europeia, pretende “reforçar a cultura de inovação e o espírito de empreendedorismo social, apoiando jovens capazes de inspirar e transformar a sociedade”.

Depois do processo de candidaturas, chega agora a fase de avaliação das ideias apresentadas. “Fecharam as candidaturas na segunda-feira, dia 10 de setembro, com 44 participantes. É um número que nos deixa bastante satisfeitos considerando o curto espaço de tempo que tivemos para comunicar [o programa], conta Susana Martins, diretora do programa JES em Portugal.

Fazendo uma análise das candidaturas recebidas já é possível traçar um perfil dos candidatos. “A média de idades anda pelos 24 ou 25 anos, todos têm estudos no Ensino Superior e estão localizados entre Lisboa e o norte do país. Há aqui uma predominância muito grande do empreendedorismo da linha de Lisboa para cima e há muito menos enfoque no sul do país e isto denota também um bocadinho do nosso tecido empresarial. Mas também temos aqui um ou dois projetos que se focam nas ilhas, nomeadamente nos Açores, o que nos dá uma abrangência de até onde o programa chegou. São todos de nacionalidade portuguesa à exceção de dois: há uma candidatura de um francês e de uma espanhola”, explica Susana. “Além disso, há uma questão curiosa: temos 25 candidatos do sexo feminino e 19 do sexo masculino, o que mostra que as mulheres já se começam a afirmar nestas áreas do empreendedorismo”.

Quanto aos projetos, estes cobrem áreas muito distintas. “Há projetos virados para a área da proteção ambiental, outros mais na área do desenvolvimento económicos, outros na área da participação cívica e bastantes projetos na área da inclusão social, de crianças, reclusos, mulheres em situações de vulnerabilidade”, começa por referir.

Contudo, a diversidade não é único ponto a realçar. “Há projetos que têm uma grande maturidade para um público tão jovem que os está a liderar, o que denota que cada vez temos mais jovens na nossa sociedade com capacidade crítica, com dimensão social. Estamos sempre um bocadinho em tom negativo com esta juventude, mas já fazem muito”.

Agora, a Universidade Europeia atravessa uma primeira fase de avaliação. “O que estamos neste momento a fazer é perceber se todos os candidatos são elegíveis, ou seja, se todos cumprem com os critérios mínimos que nós apresentámos, como a idade — entre 18 e 29 anos —, perceber se o projeto que apresentaram tem impacto em território nacional, podendo ter impacto além-fronteiras também. Temos de perceber se têm estas questões basilares”.

As candidaturas que ficarem elegíveis vão ser apresentadas a um júri interno, "entre professores e colaboradores, pessoas que estão mais diretamente relacionadas com o tema da responsabilidade social e do empreendedorismo”. E, desse grupo, vão sair os 10 projetos finalistas, depois da avaliação do comité de avaliação.

Num segundo momento, a avaliação será feita pelo júri externo — Constança Morais, da Ashoka Portugal; Graça Rebocho, da Fundação PT; Joaquim Caetano, do Montepio; Luís Roberto, da GRACE; Nuno Silva, da Groundforce Portugal e Rui Marques, da Forum Estudante —, de forma a fazer a seleção dos cinco projetos vencedores.

Esta avaliação tem de corresponder a cinco critérios. “Os critérios de avaliação que vão ser focados — para além destes que já foram vistos pela parte do secretariado técnico —, são a questão da liderança, do impacto social do projeto, a sustentabilidade — se tem pernas para andar ou não —, a inovação — se respondem e são de alguma forma uma solução disruptiva para a necessidade que estão a tentar responder — e uma de caráter mais pessoal do líder, que é ver se é um agente ativo deste programa”, enumera Susana Martins.

Os cinco projetos finalistas serão conhecidos a 8 de outubro, sendo que a cerimónia de entrega dos prémios está agendada para dia 23 do mesmo mês.

Em jogo está a participação numa semana de formação em Madrid — entre 12 e 19 de novembro —, com vencedores de antigas edições do Programa em Espanha, a mentoria dos ASHOKA fellows e ainda uma doação de 2 mil euros para investimento no projeto.

Os projetos dos cinco jovens vencedores serão ainda divulgados pela rede internacional da Laureate e integrados na rede a nível mundial de jovens empreendedores da YouthActionNet, de forma a que consigam atingir visibilidade e que possam também partilhar experiências entre si.


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