“Já chamámos de bazuca, que é uma vitamina, mas que eu acho que é mais, verdadeiramente, um trampolim, para podermos ir mais além do que teríamos a possibilidade de ir sem termos, efetivamente, esses recursos”, referiu.

Lembrando que o Algarve “há vários anos que tem sido penalizado” na transferência de fundos comunitários por, tal como Lisboa, ser considerada uma região “que já não é de convergência”, António Costa sublinhou que a verba contida no PRR “é uma oportunidade” para diversificar a base económica do Algarve.

“Se é para investir na aquacultura ou na agricultura, se é para investir no turismo ou se é para investir na indústria, ou se é para investir em qualquer outro tipo de atividade, essa é uma escolha que cabe aos algarvios”, sublinhou.

O secretário-geral socialista, que é também primeiro-ministro, falava em Faro, perante militantes e autarcas socialistas, na apresentação da moção de orientação política, que leva ao Congresso do PS, nos dias 10 e 11 de julho, intitulada “Recuperar Portugal, garantir o Futuro”.

“É um desafio enorme [a aplicação das verbas]. Nenhum de nós sozinho é capaz de o realizar. E não podemos desperdiçar esta oportunidade, porque as novas gerações não nos perdoarão se não utilizarmos bem cada um destes cêntimos que vamos ter disponíveis”, insistiu.

Para António Costa, por ter disponível, para além dos fundos comunitários “normais”, um programa de natureza extraordinária, Portugal tem “a obrigação e a responsabilidade” para “voltar a crescer, mais depressa e com mais ambição” do que anteriormente.

“Essa verba é uma verba que é uma oportunidade que dever ser utilizada para diversificar a base económica desta região para que esta seja mesmo uma região que crie mais emprego, 365 dias por ano, para aqueles que vivem no Algarve”, declarou.

No entanto, os investimentos têm de ser feitos “de forma a garantir o futuro”, aumentando o potencial produtivo e investindo na diversificação da base económica do país, avisou o líder socialista.

“É por isso que não é gastar por gastar. Não é fazer obra por fazer obra, nem despejar dinheiro por despejar dinheiro, não. É para fazer investimentos que transformem e permitam fazer diferente”, concluiu.

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