João Galamba falava no final do debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República, numa intervenção em que defendeu a tese de que todas as posições sobre as negociações em curso, no que respeita à proposta da Comissão Europeia, têm de partir do facto objetivo de existir agora menos um contribuinte líquido para o orçamento comunitário: o Reino Unido.

O membro do Secretariado Nacional referiu que, além de existir menos um contribuinte líquido, existem também mais áreas de responsabilidade assumidas pelo orçamento europeu, mas lamentou que essas duas condicionantes estejam a ser deliberadamente ignoradas pelo PSD e pelo CDS-PP.

"Tem havido falta de seriedade. É por exemplo incompreensível a posição do CDS-PP ao exigir ao Governo português que mande nos orçamentos de outros Estados-membros, o que é impossível", disse.

João Galamba considerou também incompreensível que o PSD tenha assinado um documento com o Governo sobre fundos comunitários, mas critique o executivo de António Costa "por causa de uma proposta que é formulada pela Comissão Europeia".

"Não errem o alvo. Critiquem a Comissão Europeia", declarou, deixando igualmente uma questão às bancadas do PSD e do CDS-PP.

"Defendem novos impostos europeus? Se não aceitam, então têm de resignar-se aos cortes", advertiu o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Num plano político mais global, João Galamba atacou individualmente a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, acusando-a de se insurgir contra o Governo com base em argumentos contraditórios.

"Assunção Cristas diz uma coisa e o seu contrário. Critica o Governo por ter respeitado a lei das 35 horas semanais de trabalho, aplicando-a aos profissionais de saúde. Mas, simultaneamente, Assunção Cristas diz que estes trabalhadores estão exaustos", apontou.

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