“No país já se fala sobre a aprovação do OE, basta ouvir os líderes dos principais partidos para sabermos que se fala sobre a discussão do OE, mas que fique bem clara a nossa prioridade. A nossa prioridade, neste momento, é garantirmos, em todo o país, que temos autarcas capazes de compreender a visão estratégica de desenvolvimento”, afirmou José Luís Carneiro, na apresentação da candidatura do PS a Mesão Frio, liderada por Paulo Silva.

No entanto, segundo o dirigente socialista, “para aqueles que estão mais preocupados com as linhas de força do Orçamento é muito importante dizer-lhes que o OE vai ter mais investimento público”.

E vai ter mais investimento público, exemplificou, “precisamente nas áreas de proteção social, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nos transportes e na mobilidade, nas políticas de habitação, para garantir a proteção dos trabalhadores e a dignidade das condições laborais e para garantir, também, a dinamização e a capacidade” das empresas “resistirem e serem capazes de criar emprego”.

“É por esta razão que temos confiança de que vamos vencer as eleições autárquicas e que, também, veremos no futuro o OE ser aprovado por parte dos partidos na Assembleia da República”, afirmou.

Numa entrevista ao semanário Expresso, o primeiro-ministro, António Costa, falou sobre o OE para 2022, admitiu rever os escalões de IRS, de forma a subir o rendimento da classe média, e disse que pretende um aumento “significativo” do abono de família.

Em reação, o PCP disse que as declarações do primeiro-ministro não satisfazem "quer no domínio do OE 2022, quer em outros domínios como os dos salários, direitos e legislação laboral".

Por sua vez, o Bloco de Esquerda afirmou que nunca fechou as portas a discutir "as medidas fundamentais para o país", mas não confirmou se está a negociar com o executivo uma revisão dos escalões do IRS.

Nestes “momentos cruciais” que se vivem, José Luís Carneiro salientou que foi “com especial alegria” que leu a entrevista de António Costa e a garantia de “que o povo português pode contar” com o primeiro-ministro “porque a sua vontade é servir o país”.

O responsável considerou a vitória do PS em Mesão Frio “fundamental” para a região, onde está também a Régua, Santa Marta de Penaguião, Baião, Resende, Cinfães, Amarante e Marco de Canaveses.

"Fazemos parte de uma mesma unidade política, económica, social e quanto mais fortes estivermos mais os valores e os nossos ideais poderão frutificar nestes territórios”, frisou o também antigo autarca de Baião.

O atual vice-presidente da Câmara de Mesão Frio encabeça a lista do PS às eleições de 26 de setembro, neste concelho do distrito de Vila Real, depois do presidente Alberto Pereira ter atingido o limite de mandatos.

Paulo Silva, 60 anos, realçou o trabalho de equipa e afirmou que assumiu esta candidatura “pelas pessoas”.

“Proponho uma nova liderança, um novo projeto, novas metodologias de gestão da coisa pública, a reorganização e rentabilização dos serviços e atribuir novas e mais competências aos colaboradores da autarquia. Quero mexer em tudo, mas sempre com o foco nas pessoas”, afirmou.