É um dia de tristeza mas, ao mesmo tempo, de grande motivação para todos nós para continuarmos o combate de Francisco Sá Carneiro, das suas ideias”, afirmou Pedro Santana Lopes, à entrada para uma missa evocativa de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, que decorreu na Basílica da Estrela, em Lisboa.

O antigo primeiro-ministro, que salientou ter estado presente em praticamente todas as missas evocativas de Sá Carneiro, sublinhou que “as pessoas não são replicáveis, não são substituíveis”, mas os que ficam têm obrigação de respeitar o legado do fundador do partido, “hoje em dia admirado por muitos, dentro do PPD/PSD e fora”.

“Hoje é dia de união e de unidade para todos os militantes e simpatizantes do PPD/PSD”, frisou Santana Lopes.

Também Rui Rio marcou presença na Basílica da Estrela salientando querer, na qualidade de candidato à liderança do PSD, “prestar testemunho da grande admiração e respeito” por Sá Carneiro, que disse ser o responsável por pertencer a este partido.

“No da 25 de Abril, não sabia a que partido iria aderir, ia fazer o mesmo o que fizesse o doutor Sá Carneiro, ele fundou um partido e eu aqui estou desde essa data”, frisou, dizendo que o antigo primeiro-ministro é “ainda hoje” a sua grande referência.

Os dois candidatos à presidência do PSD, que vai ser disputada em eleições diretas a 13 de janeiro, assistiram à missa lado a lado na Basílica da Estrela.

Na missa evocativa de Sá Carneiro e Amaro da Costa, marcaram também presença o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, bem como outras figuras sociais-democratas como a antiga secretária de Sá Carneiro Conceição Monteiro, o líder parlamentar Hugo Soares, o antigo líder Marques Mendes ou a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque.

O chefe de Estado não quis prestar declarações à saída, altura em que cumprimentou demoradamente Pedro Passos Coelho, que também não falou aos jornalistas.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, acabou por não estar presente devido a um imprevisto e o partido esteve representado na missa que evocou igualmente Adelino Amaro da Costa por Telmo Correia, Nuno Magalhães, João Almeida e António Carlos Monteiro.

A 04 de dezembro de 1980, Francisco Sá Carneiro, então primeiro-ministro, e Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa, morreram na queda do avião Cessna em que seguiam para o Porto, assim como a tripulação e restante comitiva: Snu Abecassis, Manuela Amaro da Costa, António Patrício Gouveia, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa.

A queda do avião onde viajavam Sá Carneiro e Amaro da Costa já motivou a realização de dez comissões parlamentares de inquérito.

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