“Não podem os poderes públicos (Governo dos Açores) lavar as mãos desta situação. Não se pode dizer que isso tem a ver só com a empresa Cofaco porque, se assim fosse, não se tinham feito as intervenções que se fizeram noutras empresas”, declarou Duarte Freitas.

O dirigente social-democrata, que falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, em conferência de imprensa, recordou que “há muitos meses” o partido apresentou uma resolução no parlamento açoriano, em defesa dos trabalhadores e da manutenção da fábrica da Cofaco, que foi aprovada por unanimidade, mas que “não teve consequências”.

A administração da conserveira Cofaco, que labora atum, informou na terça-feira que iria proceder ao "despedimento coletivo" dos 180 trabalhadores da empresa.

Na sequência da decisão, o presidente do Governo Regional dos Açores lembrou que o executivo açoriano "não se pode substituir" à conserveira Cofaco.

"O Governo Regional não recusa a essa empresa nenhuma das ferramentas que tem neste momento disponíveis, mas o Governo não se pode substituir à função de entidade patronal desses trabalhadores e, portanto, tudo aquilo que nós disponibilizamos para essas situações está ao dispor, mas há questões que têm a ver com a própria entidade patronal e com a própria empresa", afirmou Vasco Cordeiro.

Duarte Freitas sustentou que “até para a própria imagem da política tem que haver consequências em termos políticos e dos poderes públicos em relação ao que foi aprovado por unanimidade no parlamento regional”.

O líder do PSD/Açores reiterou que o seu partido vai apresentar no parlamento regional um "plano de ação", com medidas concretas, na área social, mas também económica, por via do turismo, e não só, no sentido de atenuar o impacto do despedimento coletivo na Cofaco.

"O PSD/Açores vai apresentar uma iniciativa parlamentar para a criação deste plano de ação, com medidas na área social (e económica), que possam garantir o rendimento dos trabalhadores, mas que também possam assegurar a qualificação e a formação destes trabalhadores, no período em que estiverem sem emprego", explicou o dirigente social-democrata, no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, que decorreram na ilha do Pico.

Na conferência de imprensa de hoje estiveram presentes os deputados do partido eleitos pelos Açores para o Parlamento nacional, Berta Cabral e José Ventura, que vão apresentar uma proposta que visa combater uma lacuna legislativa que não prevê a justificação de faltas dos acompanhantes das grávidas inter-ilhas, nem mesmo o seu pagamento.

Nos Açores, onde apenas existem hospitais nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, as grávidas têm que se deslocar das restantes ilhas para terem as crianças.

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