“Ainda vou pensar nisso, depende de vários fatores, mas estou na disposição de me candidatar”, afirmou Pedro Pinto contactado pela Lusa, depois de o jornal online Observador ter avançado com a data da eleição.

O líder da distrital de Lisboa convocou as eleições antes de o seu mandato de dois anos terminar – a 01 de julho – e seguindo a indicação da direção nacional de não haver processos eleitorais internos num período de pré-campanha para as legislativas.

Por outro lado, na quinta-feira, a distrital de Lisboa reunirá para aprovar as suas propostas de candidatos a deputados a enviar à direção nacional, tendo as concelhias indicado nomes como os do anterior líder do PSD-Lisboa, Miguel Pinto Luz, e do ex-secretário-geral do partido Matos Rosa, atualmente militante na capital.

Fontes do partido disseram à Lusa que entre as indicações das concelhias estão ainda nomes de atuais deputados por Lisboa como Ricardo Baptista Leite, Carlos Silva, Sandra Pereira, Joana Barata Lopes ou Ana Sofia Bettencourt.

Segundo o Observador, a concelhia de Lisboa indicou os nomes do vice-presidente da estrutura, Rogério Jóia, e de Joana Monteiro, numa reunião conturbada que culminou com o anúncio de demissão do presidente da concelhia, Paulo Monteiro.

A lista de candidatos a deputados propostos por Lisboa incluirá ainda o presidente da distrital, Pedro Pinto, e será votada como um todo e por ordem alfabética.

De acordo com o calendário aprovado pela Comissão Política Nacional (CPN), as distritais têm até segunda-feira para enviarem as suas propostas de candidatos a deputados.

“Por deliberação da Comissão Política Nacional, as propostas deverão ser elaboradas pela ordem alfabética dos nomes dos candidatos propostos, tendo de ter, necessariamente, um número superior a 40% de cada um dos géneros”, é ainda referido na deliberação da CPN.

Entre 08 e 19 de julho, a direção promoverá reuniões com as Comissões Políticas Distritais para análise das propostas e, “em finais de julho, a Comissão Política Nacional e o Conselho Nacional aprovam as listas de candidatos”, refere ainda o texto.

Na mesma ocasião, a direção de Rui Rio aprovou os critérios para a elaboração das listas dos candidatos a deputados para a próxima legislatura, nas quais se inclui a “concordância com a orientação estratégica da Comissão Política Nacional e disponibilidade para cooperar de forma politicamente leal e solidária”.

Há quatro anos, a direção de Pedro Passos Coelho exigia “empenhamento e solidariedade demonstrados relativamente à prossecução dos objetivos do PSD”, quando os candidatos sejam militantes do partido, ou apenas “identificação com os princípios e valores essenciais do Partido”, se se tratar de independentes, nunca se referindo às orientações da Comissão Política Nacional como critério de escolha.

Entre os critérios aprovados por Rio refere-se, como habitualmente, que “é da responsabilidade do presidente do partido a indicação dos cabeças de lista em cada círculo eleitoral”.

Apesar de nos estatutos do PSD não estar definida qual a ‘quota’ de candidatos que a direção pode impor às estruturas regionais, tem sido tradição que esses nomes ‘nacionais’ entrem pelos maiores círculos, como Lisboa e Porto.

Há quatro anos, a coligação Portugal à Frente elegeu 18 dos 47 deputados eleitos pelo círculo de Lisboa, 13 do PSD e 5 do CDS-PP.

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