O despejo do imóvel, com intervenção de agentes da PSP, teve início às 08:25, na Rua da Verónica, perto da Feira da Ladra.

“A PSP não trouxe mandato e arrombou a porta sem explicar o motivo. A rua foi cortada e não deixaram sequer a advogada chegar perto da habitação”, relatou à agência Lusa Sara Fernandes, da associação Habita, que esteve presente no local.

Seguidamente, as 14 pessoas que se encontravam a viver no edifício há alguns meses foram encaminhadas para a esquadra da Penha de França, onde ainda se encontram neste início de tarde.

“Estão a ser identificadas e a polícia diz que o processo de identificação pode levar horas”, contou Sara Fernandes.

Contactada pela Lusa, fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) disse apenas que foi cumprido uma ordem de despejo de um edifício “ocupado indevidamente”.

Segundo a mesma fonte, as 14 pessoas que se encontravam na habitação “não ofereceram resistência”.

Detidos no despejo de imóvel em Lisboa vão ser constituídos arguidos, segundo advogada

As 14 pessoas detidas vão ser constituídas arguidas, disse à agência Lusa a advogada, ressalvando que, destas, apenas sete pernoitavam no edifício.

O despejo do imóvel, com intervenção de agentes da PSP, teve início às 08:25, na Rua da Verónica, perto da Feira da Ladra, encontrando-se esta tarde os 14 detidos resultantes desta operação a ser “identificados e revistados” na esquadra da Penha de França, adiantou à Lusa a advogada Ana Silva.

“Estamos a aguardar à porta da esquadra. Estavam a ser identificados e revistados, e vão ser constituídos arguidos”, explicou a defensora dos 14 detidos, referindo que estes são suspeitos dos crimes de introdução em espaço vedado ao público e desobediência.

No entanto, Ana Silva ressalvou que no imóvel pernoitavam sete pessoas e que as restantes sete que foram detidas tinham ido “dar apoio e ajudar a resistir a um eventual e previsível despejo”.

Segundo a defensora, as pessoas que habitavam no imóvel foram abordadas na quarta-feira por trabalhadores da Spark Capital, empresa proprietária da habitação, que pretendia emparedar o edifício e lhes deu até esta sexta-feira para abandonar o local.

“Tendo em conta que a Sparks Capital tem já um historial de despejo violento e com recurso a seguranças privados, estas pessoas esperavam uma atuação semelhante. Houve uma atuação semelhante, mas não houve nenhum privado a executar o despejo, foi a PSP”, relatou.

A Lusa tentou contactar a empresa Sparks Capital e a Câmara Municipal de Lisboa, mas até ao momento não obteve resposta.

[Notícia atualizada às 17:21]

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