“Não vejo hipótese nenhuma, cenário nenhum nos próximos em que haja um diálogo e decisões sobre desarmamento nuclear. Pelo contrário, dada a atual situação internacional é quase dado adquirido a irreversibilidade de a Coreia do Norte vir a ser mais uma potência nuclear”, disse à Lusa José Ramos-Horta, agraciado ele próprio com o Nobel da Paz em 1996.

O líder histórico timorense recorda que ninguém conseguiu impedir que o Paquistão se tornasse, apesar de ser um país subdesenvolvido, numa potência nuclear e que, por isso, dificilmente será possível travar a Coreia do Norte.

Apesar disso, Ramos-Horta considerou que “é sempre de saudar (…) tudo o que seja para publicitar a loucura da corrida armamentista nuclear e tudo o que seja para desmascarar e expor a incapacidade dos grandes líderes mundiais em recuar nessa loucura de continuarem a aumentar ou modernizar o seu arsenal nuclear”.

Ramos-Horta relembrou que nos últimos 40 anos “já foram atribuídos uns seis prémios Nobel que têm a ver com o desarmamento nuclear”, mas defendeu que “a realidade é que as grandes potencias nucleares não tem dado passos sérios no desarmamento mútuo”.

Na semana passada, o Comité Nobel atribui o Nobel da Paz deste ano à Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, em inglês), justificando a decisão com o trabalho feito para a eliminação de armamento nuclear no mundo.

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