As licitações entre dois compradores, que davam indicações por telefone, duraram sete minutos, e a obra, ‘Cristo como homem de dores’, foi vendida por 39,3 milhões de dólares, num total de 45,41 milhões de dólares, após taxas e comissões.

O preço final superou as estimativas da casa de leilões Sotheby's, que projetava a licitação final nos 40 milhões de dólares, mas é menos de metade do recorde estabelecido em 2021, de 91 milhões de dólares, para a obra ‘Retrato de jovem a segurar um medalhão’ do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510).

‘Cristo como homem de dores’ é um retrato de Jesus, num fundo preto, com um olhar profundo, coroa de espinhos ao redor da sua cabeça, cercado por anjos e com as mãos, com chagas, amarradas por cordas.

Segundo os especialistas, a pintura remonta ao início dos anos 1500, no final da vida de Sandro Botticelli, conhecido pelas suas obras expostas na Galeria Uffizi de Florença, como a ‘Primavera’ ou ‘Nascimento de Vénus’.

Os seus frescos adornam a Capela Sistina no Vaticano.

A obra vendida em leilão, bem conservada e 'envolvida' por uma moldura dourada ornamentada, pertenceu no século XIX a uma famosa cantora inglesa da época, Adelaide Kemble Sartoris.

Na sua última venda em leilão, em 1963, tinha sido adquirida por 10.000 libras (cerca de 12.000 euros).

As casas de leilões beneficiaram de um mercado de arte dinâmico em 2021, após um ano de 2020 afetado pela pandemia de covid-19.

A Sotheby's atingiu em 2021 o maior número de vendas da sua história, faturando 7,3 mil milhões de dólares (cerca de 6,5 mil milhões de dólares).

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.