"A realidade tem sido esta, depois do verão, todos se esquecem [incêndios] e, normalmente, só se fala no próximo verão. Esta tem sido a realidade do país. Este ano, o Governo imprimiu uma dinâmica diferente", afirmou o secretário de Estado da Proteção Civil, Artur Tavares Neves.

O governante, que falava em Castelo Branco, num seminário sobre "Floresta - Prevenção, a Segurança de Todos e de cada um", promovido pelo município local, explicou que, este ano, o Governo decidiu focar o trabalho ao nível das dimensões da elevada prevenção e da reação.

"Desde 2006 que a legislação obriga à gestão do combustível que, como sabemos, não tem sido aplicada por ninguém. Tem sido esta a realidade. Neste momento, a dimensão é a prevenção. Temos que prevenir situações de risco de acordo com o que a lei obriga", frisou.

Neste sentido, realçou que o Governo decidiu definir prioridades, envolvendo nelas os próprios cidadãos e os autarcas.

"Há dois milhões de hectares em risco de arder no próximo verão e mais de seis mil aldeias identificadas em 1.049 freguesias de 189 municípios. Este é um desafio gigantesco, um desígnio nacional", disse.

Artur Tavares Neves referiu que, atualmente, sente-se uma dinâmica extraordinária das autarquias e dos cidadãos no trabalho de prevenção, pelo que manifestou otimismo de que se vai chegar ao final do mês de maio com as áreas de risco eliminadas ou, pelo menos, parcialmente eliminadas.

"Sentimos que faltam ainda dois meses para concluir a fase preventiva. No próximo verão, sentimos também que este trabalho vai ter os seus efeitos", concluiu.

Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, explicou que tem estado a fazer "um esforço acrescido" ao nível do concelho para chegar à época mais crítica dos incêndios florestais e ter "um verão mais sossegado".

Em termos financeiros, explicou que anualmente saem do orçamento camarário cerca de 700 mil euros para serem aplicados na prevenção e no combate.

"Este ano, há um esforço acrescido, com mais disponibilidade e também com o envolvimento das entidades e populações neste desígnio. Esta é uma causa que tem que ter o envolvimento de todos", disse.

O autarca deixou ainda um apelo às forças de segurança, alertando para o elevado número de ignições que se verificaram no concelho em 2017, algumas que, pela persistência, acabaram por resultar nos maiores incêndios registados em Castelo Branco.

"Não se pode compreender que haja ignições permanentes. Há algo que é preciso fazer. É difícil entender situações como estas", concluiu.

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