Escreve o El País que o relatório final conclui que o menino morreu por volta das 13h50 do dia 13 de janeiro de 2019 e que "a principal causa de morte foi devido à queda", na qual sofreu uma lesão intracraniana e uma lesão na medula espinal.

A perícia exclui a possibilidade de Julen ter falecido aquando os trabalhos de resgate, como alega a defesa do proprietário do local. "Nenhuma fratura foi observada no plano superior da abóbada craniana", revela a autópsia.

Julen caiu a a 13 de janeiro deste ano num poço junto à necrópole da Tumba Del Moro, local turístico em Málaga, na região da Andaluzia. As operações do seu resgate duraram mais de duas semanas, sendo os trabalhos dificultados pelas características da região.

A morte causou grande comoção na comunidade local e o difícil resgate teve um amplo eco internacional.

Cronologia do resgate

26 de janeiro: 13 dias depois de cair no poço, Julen foi encontrado sem vida pelas equipas de resgate.

25 de janeiro: As previsões apontavam para que a operação chegasse ao fim nesta sexta-feira, terminado o período estimado de 24 horas para a escavação manual. No entanto, as complexas características do terreno tornaram necessárias quatro pequenas explosões controladas — a última "extremamente precisa" por estar muito perto da criança — o que atrasou os trabalhos. A escavação da galeria horizontal progrediu até aos 3,35 metros, de acordo com Jorge Martin, porta-voz da Guardia Civil. Os mineiros estavam, perto da meia-noite, em Portugal Continental, a apenas 45 centímetros de Julen Jimenez.

24 de janeiro: Terminados os trabalhos de acondicionamento da plataforma para aceder ao túnel vertical de 60 metros de profundidade, começou-se a desdobrar o dispositivo de resgate formado por oito mineiros. O prazo inicialmente previsto para o trabalho dos mineiros foi fixado em aproximadamente 24 horas, e consiste em escavar de forma manual uma galeria de quatro metros que ligue o túnel com o poço à mesma altura onde se acredita que está o menor. Neste dia foram escavados 1,5 metros.

23 de janeiro: Ao décimo dia de trabalhos, escreve a agência Efe, os técnicos já não aventuravam prazos para o resgate, enquanto os operários continuavam a perfurar o túnel vertical de 60 metros, paralelo ao poço, a fim de resolver irregularidades que no dia anterior impediram a intubação além dos 40 metros.

Assim que a perfuração terminasse, a previsão era de que os operários procurariam revesti-lo de novo para que a Brigada de Salvamento Mineiro pudesse entrar de modo a escavar no fundo, e de forma manual, uma galeria horizontal de quatro metros que ligasse ao poço.

Planeava-se que os mineiros descessem pelo túnel numa jaula criada para esta ocasião e trabalhassem na galeria em condições extremas devido à falta de espaço, luz e oxigénio, com ferramentas manuais.

22 de janeiro: A equipa de operações decidiu alargar o túnel vertical devido às dificuldades para revestir o buraco.

21 de janeiro: O furo vertical perfurado para tentar resgatar o menino alcançou o objetivo dos 60 metros de profundidade.

A mudança na tipologia no terreno permitiu um maior avanço na prospeção, explicou à agência noticiosa espanhola Efe o representante do Consórcio Provincial de Bombeiros local.

Seguiu-se a preparação do invólucro do túnel e o seu envase, operações que, segundo os técnicos, podiam variar entre sete e nove horas.

Uma vez concluída toda esta tarefa, outros mineiros começariam a escavar de forma manual uma galeria horizontal de quatro metros para ligar ao poço, tarefa que tinha como previsão a duração de 24 horas.

20 de janeiro: Ao início do dia, mais da metade do túnel de 60 metros de profundidade, paralelo ao poço, já tinha sido escavado. "Hoje, e durante todo o dia, continuámos a perfuração do poço vertical, com um diâmetro de 1,5 metros. Esperamos chegar aos 60 metros até final da noite de hoje, se tudo correr à velocidade do momento", disse em conferência de imprensa, Ángel García Vidal, o coordenador da operação de resgate.

O fator que mais atrasou a perfuração, segundo García Vidal, foi presença de rochas "muito complexas" e de "materiais duros" que leva a que "a velocidade de perfuração seja mais lenta".

18 de janeiro: As equipas de resgate continuavam no local a tentar encontrar uma solução para chegar até ao menino. Nessa manhã chegou ao local uma máquina perfuradora com o intuito de fazer dois furos verticais.

A máquina perfuradora, conhecida como MAIT260, pesa cerca de 75 toneladas, tem capacidade de prospeção de até 2,5 metros de diâmetro e tem 30 metros de comprimento, fatores que dificultaram a sua chegada ao terreno em Totálan, caracterizado por ser montanhoso e irregular.

Além dos furos verticais, em cima da mesa estava também a  hipótese de um túnel horizontal.

A subdelegada do Governo em Málaga, María Gámez, disse que as operações não vão parar "nem um minuto até resgatar o menino. Ninguém na equipa dúvida de que vamos conseguir resgatá-lo, e desejamos e confiamos que seja com vida".

17 de janeiro: Depois de mais de 72 horas desde a queda, a equipa de resgate trabalhava na plataforma para escavar dois túneis verticais paralelos, ao mesmo que tempo que continuava em cima da mesa a opção de escavar um outro poço horizontal para tentar encontrar Julen, escreveu o El País à data.

16 de janeiro: Foi encontrado cabelo da criança entre o material sólido que foi extraído do poço. O cabelo passou por um teste de DNA e foi comparado com o dos familiares do menino.

13 de janeiro: Julen, de dois anos, caiu num poço, um buraco para prospeção e busca de água naquela zona de serra, junto à necrópole da Tumba Del Moro, local turístico em Málaga, na região da Andaluzia. Uma centena de pessoas participaram na operação de resgate desde as 14:00 desse dia, quando o pai do menino e o serviço 112 avisaram a Guarda Civil de que ele tinha caído no poço.

Cerca de 300 pessoas participaram na operação de resgate da criança desde o dia em que esta desapareceu.

Algumas empresas privadas participaram nas buscas, fornecendo o equipamento para tentar localizar a criança. Entre elas, esteve a empresa sueca que conseguiu localizar o ponto exato onde, em 2010, no Chile, 33 mineiros estiveram presos 69 dias na sequência do colapso de uma mina.

Para o local foram também destacados elementos do serviço 112, do Consórcio Provincial de Bombeiros, da Proteção Civil, da Equipa de Resgate e Intervenção de Montanha (EREIM) de Álora e Granada, mergulhadores e bombeiros de Málaga.

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