“É das tais coisas. Todos nós temos consciência de que andamos aqui a correr perigo, mas o que é que se pode fazer? Não vejo o que é que se possa fazer mais, a não ser que se cancele a campanha eleitoral, vai tudo para casa e no domingo aparecemos para votar”, declarou Rui Rio, numa arruada na capital algarvia.

Questionado pelos jornalistas sobre se considera razoável haver aglomerados de pessoas nas ações de rua, o líder do PSD disse que poderiam ser “muito mais” pessoas a participar nas arruadas, mas que lhes está a ser pedido que fiquem em casa, caso contrário haveria ainda mais gente.

“Sabe o que me apetecia dizer? Eram muitos mais, os outros ficaram em casa porque a gente pediu”, gracejou Rui Rio, acrescentando: “temos que pedir muito e dizer ‘não venham, não venham’, por isso é que só vêm estes, se não eram ainda mais”.

Acerca dos procedimentos para deteção e isolamento de casos de covid-19 em elementos da campanha, para conter a propagação do novo coronavírus, Rui Rio disse não ser da sua responsabilidade fazer essa gestão, mas referiu que os casos de pessoas infetadas que têm sido detetados vão “obviamente” para casa”.

“Não sou eu que faço essa gestão, mas a ideia que eu tenho é que as pessoas vão obviamente para casa e penso que alugam um carro e vão sozinhos”, referiu, acrescentando que esse tem sido o procedimento até agora e “deverá ser assim nos casos que possam existir”.

Durante uma arruada na principal artéria comercial do centro de Faro, Rui Rio cumprimentou lojistas e pessoas que estavam em esplanadas, tendo mesmo entrado em algumas lojas, nomeadamente, na centenária Casa Verde, uma das mais antigas lojas da cidade, especializada em vender tecidos.

Ao longo da Rua de Santo António, Rui Rio ouviu palavras de incentivo, acompanhado do líder da distrital do PSD, Cristóvão Norte, do cabeça de lista do PSD pelo círculo de Faro, Luís Gomes e pelo presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, entre outros elementos das listas para as legislativas e autarcas da região.

Questionado sobre a ironia que tem usado na campanha, o líder do PSD disse que um bocadinho de ironia e de humor “faz bem na vida e não apenas nas campanhas eleitorais”, considerando, no entanto, que quando tem uma mensagem direta consegue fazer passá-la aos eleitores.

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