A rutura de uma primeira barragem, na sexta-feira, causou pelo menos 34 mortos e cerca de 300 desaparecidos, anunciaram os bombeiros e a empresa mineradora Vale, noticiou o portal globo.com.

A empresa de mineração Vale, em comunicado, afirma que ativou os alarmes às 07:30 de Brasília (09:30 de Lisboa), depois de "detectar um aumento nos níveis de água no Dam VI", uma estrutura que faz parte da mina de Córrego do Feijão, no complexo mineiro de Brumadinho.

Face a este alarme, os bombeiros começaram a retirar as pessoas das suas casas nas aldeias vizinhas, noticiou a AFP.

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou a chegada hoje de um avião israelita com técnicos, pessoal médico e equipamento para apoiar nas buscas de vítimas em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais.

"São 140 pessoas e 16 toneladas de equipamentos", escreveu o Presidente brasileiro na sua conta na rede social "Twitter", noticia o portal brasileiro globo.com.

Uma equipa especializada, incluindo médicos, e aparelhos para detetar pessoas soterradas, foram as promessas do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, no passado dia 1, se tornou no primeiro chefe de Governo de Telavive a assistir a uma tomada de posse de um Chefe de Estado brasileiro.

Jair Bolsonaro sobrevoou a área onde se registou o acidente da barragem no sábado de manhã, e o Governo federal criou um gabinete de crise, adianta o portal brasileiro.

O mais recente balanço feito pelas autoridades brasileiras, no sábado, dava conta de, pelo menos, 40 pessoas mortas, devido à rutura de uma barragem em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, considerou muito difícil conseguir ainda resgatar pessoas com vida dos escombros.

A rutura da barragem da empresa de mineração Vale no município de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, ocorreu na sexta-feira e causou uma avalanche de lama e resíduos minerais.

Segundo o levantamento do governo de Minas Gerais, até ao momento foram resgatadas 366 pessoas, sendo 221 funcionários da empresa Vale e 145 subcontratados.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decretou estado de calamidade e luto oficial naquele estado brasileiro.

"Decretei luto oficial de três dias em sinal de pesar pelo falecimento das vítimas, vigorando a partir de hoje. E assinei hoje também o decreto de calamidade pública, que, entre outras medidas, autoriza a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem sob coordenação da Defesa Civil e a convocação de voluntários para reforçar as ações propostas", afirmou Zema, segundo a imprensa brasileira.

Há quase três anos, uma das barragens da empresa Samarco, controlada pelos acionistas Vale e BHP, rebentou na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais, originando uma torrente de lama que destruiu fauna, flora e construções ao longo de 650 quilómetros.

Este desastre causou 19 mortos, além de ter deixado desalojadas milhares de famílias.

A tragédia em Brumadinho já superou o número de mortos do acidente com a barragem em Mariana.

[Notícia atualizada às 10:39 - Número de mortes corrigido para 34, depois de uma revisão oficial das autoridades brasileiras]

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