“Pela primeira vez, temos uma longa lista de aspirantes ao poder", disse o ex-Presidente, de 94 anos, durante uma conferência de imprensa em sua casa, em Harare.

“Não posso votar naqueles que me têm maltratado, farei a minha escolha entre os outros 22 candidatos”, acrescentou.

No poder desde a independência do país em 1980, Robert Mugabe foi forçado a sair do Governo em novembro de 2017 pelos outros líderes do regime e substituído por seu ex-braço direito, Emmerson Mnangagwa.

Robert Mugabe deixou a entender que votaria em Nelson Chamisa, líder do principal partido da oposição, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC) e seu inimigo histórico.

"Eu não posso votar no Zanu-PF", o partido no poder desde a independência do Zimbábue em 1980, disse Mugabe.

"O que resta? Chamisa", declarou, referindo-se ao líder do MDC.

"Ele parece estar bem nos seus comícios", declarou o ex-Presidente sobre Chamisa.

"Quem vencer, desejamos-lhe bem (…) e vamos aceitar o resultado", garantiu.

Mugabe culpou "personagens malignos e maliciosos" pela sua retirada do poder, referindo ainda que renunciou para evitar um "derramamento de sangue".

A intervenção pública de Robert Mugabe – a segunda desde novembro - aconteceu na véspera das primeiras eleições presidenciais e legislativas sem o antigo homem forte do país.

O favorito nas pesquisas de opinião, Emmerson Mnangagwa (candidato pelo Zanu-PF), de 75 anos, enfrenta uma oposição determinada liderada por Nelson Chamisa, de 40 anos.

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