Segundo fonte oficial do PSD, a intervenção de Rui Rio será “completamente virada para a plateia” que terá à frente, os alunos da Universidade de Verão - embora tal não exclua que possa abordar temas de atualidade -, e deverá ser um pouco mais longo do que os 30 minutos que falou no passado sábado, no Algarve.

No primeiro discurso que fez depois das férias, há uma semana, na Festa do Pontal, Rio fez um ataque duro aos críticos internos, a quem avisou que irá cumprir o seu mandato “até ao último minuto”.

“O PSD pode ganhar as eleições. Tem é de querer […]. Não posso aceitar que haja quem, dentro do PSD, esteja permanentemente, através das críticas internas, a proteger e a tentar salvar o PS”, afirmou então, acusando alguns críticos internos de apenas pensarem nos seus “lugarzinhos”.

Na sexta-feira, como convidado do programa Bloco Central da TSF, o líder do PSD voltou a falar para dentro e desta vez aconselhou quem discorda “estruturalmente” a sair do partido, e elogiou “a frontalidade” de Pedro Santana Lopes, que no início de agosto anunciou a desfiliação do PSD e a intenção de criar um novo partido, a Aliança.

Depois de o ex-líder parlamentar Luís Montenegro ter dito que as palavras de Rio no Algarve “não foram felizes”, na sexta-feira houve novo coro de críticas ao presidente do PSD, com os deputados Miguel Morgado e Carlos Abreu Amorim, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, e o ex-secretário de Estado José Eduardo Martins a lamentarem, nas redes sociais, o ‘conselho’ de Rio.

No sábado, numa iniciativa em Castanheira de Pêra (Leiria) Rio recusou responder às críticas, referindo que colocou um "ponto final parágrafo" no tema interno e desejando que “a arte e engenho do líder seja a arte e engenho do partido”.

"Nós temos possibilidades de - até nem gosto de exagerar e de dizer ganhar as eleições - mas de chegar a outubro do próximo ano e estar a discutir as eleições taco a taco, já estou farto de dizer. Já ando nisto há muitos anos, sei o que estou a dizer, têm de crer. Têm de vir comigo", salientou, já no final das declarações à imprensa.

A Universidade de Verão do PSD acabou por ficar marcada pela defesa, na sexta-feira, da recondução da atual Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, por dois destacados sociais-democratas, o eurodeputado Paulo Rangel e o secretário-geral José Silvano, embora a título pessoal.

No mesmo dia, à TSF, Rui Rio garantiu que não falará sobre o assunto antes de o primeiro-ministro e o Presidente da República “colocarem o problema em cima da mesa”, rejeitando “partidarizar uma nomeação que deve ser tudo menos partidarizada”.

Rui Rio não é um estreante em Castelo de Vide, tendo participado nas edições de 2005 e 2009, quando era presidente da Câmara Municipal do Porto, na qualidade de orador convidado dos jantares-conferência.

Na sessão de encerramento, marcada para as 12:00, falarão antes de Rui Rio o diretor da Universidade de Verão, o eurodeputado Carlos Coelho, e a líder da Juventude Social-Democrata, Margarida Balseiro Lopes.

A Universidade de Verão é uma iniciativa de formação de jovens quadros criada em 2003 e promovida conjuntamente pelo PSD, a JSD, o Instituto Sá Carneiro e o Partido Popular Europeu.

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