“O acordo para restaurar o Plano de Ação Global Conjunto [JCPOA, como é conhecido o acordo nuclear de 2015] para resolver a situação em torno do programa nuclear iraniano está na reta final”, declarou Serguei Lavrov, citado pela agência de notícia russa Tass.

O ministro russo fez esta declaração ao receber para uma reunião o seu homólogo iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, em Moscovo.

O responsável máximo da segurança do Irão, Ali Shamkhani, escreveu na rede social Twitter, na segunda-feira, que Teerão permanecerá nas negociações até que um “acordo robusto que atenda a todas as demandas legais e lógicas” seja alcançado.

Há cerca de uma semana, surgiram declarações otimistas sobre a iminência de um acordo para salvar o pacto de 2015 entre o Irão e as grandes potências sobre o programa nuclear iraniano.

Mas em 05 de março, a Rússia, atingida por sanções ocidentais após a invasão da Ucrânia, pediu aos norte-americanos garantias de que essas medidas de retaliação não afetariam a sua cooperação económica com o Irão.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, declarou que as exigências russas “estavam fora de questão”, o que fez travar as negociações em Viena destinadas a salvar o acordo de 2015.

As autoridades iranianas estão envolvidas há vários meses em conversações com as principais potências mundiais em Viena, com o objetivo de restaurar o acordo nuclear de 2015. Os Estados Unidos da América participam nas negociações de forma indireta.

Este pacto, realizado entre o Irão e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China), mais a Alemanha, permitia o levantamento de sanções internacionais contra Teerão em troca de rigorosos limites ao seu programa nuclear, com vista a impedir o país de se dotar da bomba atómica.

Os Estados Unidos abandonaram unilateralmente o acordo durante a administração de Donald Trump, em 2018.

Um ano depois da decisão de Washington, Teerão começou a desrespeitar os limites impostos ao seu programa nuclear e tem enriquecido urânio a níveis cada vez mais próximos do necessário para criar uma arma nuclear.

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