Como nos conteúdos que podem chocar os mais susceptíveis, esta notícia começa com um aviso: não se alarme, mas perceba bem como funciona a cadeia de transmissão do vírus para não repetir o que acontece nesta história.

Este caso passa-se nos Salesianos de Lisboa, que a partir de amanhã, e até nova informação, tem as aulas suspensas, mas poderia ter acontecido noutro colégio qualquer.

Uma família foi passar as férias de Carnaval fora, a uma das zonas declaradas de risco. A mãe acabou por adoecer e o teste ao Covid-19 deu positivo. A escola, bem, pediu que a aluna ficasse em casa, num período de quarentena, por precaução, pelo que a aluna nunca regressou à escola.

Estas são as principais recomendações das autoridades de saúde à população

O surto do novo coronavírus detetado na China tem levado as autoridades de saúde a fazer recomendações genéricas à população para reduzir o risco de exposição e de transmissão da doença. Eis algumas das principais recomendações à população pela Organização Mundial da Saúde e pela Direção-geral da Saúde portuguesa:

  • Lavagem frequente das mãos com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Ao tossir ou espirrar, fazê-lo não para as mãos, mas para o cotovelo ou para um lenço descartável que deve ser deitado fora de imediato;
  • Evitar contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Evitar contacto direto com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Deve ser evitado o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24).

As aulas, os materiais escolares e todo o apoio continuou a ser prestado à aluna via digital, como contou ao SAPO 24 o diretor do colégio, o padre João Chaves.

Acontece que, recentemente, e porque a informação circula rápido nos dias que correm, ficou a saber-se que outras crianças da turma tinham contacto com a aluna em causa - e, supostamente, em quarentena - fora da escola, coisa que os Salesianos não poderiam controlar.

A escola foi, entretanto, contactada por um delegado de saúde, uma vez que a aluna foi hoje sujeita a análise (o resultado ainda não é conhecido), que pediu ao colégio para identificar todos os colegas de turma (do ensino secundário) que deveriam ir para casa. O que aconteceu.

Tudo isto somado a um comunicado que a escola fez seguir ontem para os encarregados de educação dos cerca de 2300 alunos da escola, a dizer que as aulas seriam suspensas com efeito a partir de quinta-feira e até informação em contrário, funcionou como um barril de pólvora.

Muitos pais, assustados, correram a buscar os seus filhos logo na final desta manhã. O diretor lamenta que a informação tenha circulado por portas-travessas e admite que as redes sociais podem causar o pânico. Mais do que isso, lamenta aquilo que não podia adivinhar, com o nível de informação já disponível sobre o surto do novo Coronavírus, que as medidas profiláticas não tenha sido cumpridas: a aluna deveria ter ficado em isolamento.

Os Salesianos de Lisboa, como outros colégios, continuarão "as actividades letivas de forma alternativa e sem aulas presenciais", como explicou o padre João Chaves. Em Lisboa já fecharam os colégios Mira Rio, Planalto, São João de Brito, Cedros e Liceu Francês, pelo menos. Todos na expetativa do que ficar decidido hoje pelo Conselho Nacional de Saúde.

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