“Não faço rigorosamente nenhum comentário, não posso, não devo e não quero, sobre o que se passa noutros partidos, nomeadamente naquele que tem sido mais falado”, disse Pedro Santana Lopes.

O fundador do partido Aliança falava aos jornalistas à margem do segundo dia da primeira Convenção da Europa e da Liberdade, organizada pelo Movimento Europa e Liberdade.

“A Aliança tem o seu caminho, tem de fazer o seu trabalho independentemente do que se passa nas outras forças políticas”, afirmou.

Santana recusou que os desafios à liderança de Rui Rio, atual presidente do PSD, alterem a estratégia do partido que agora lidera.

“Não mudou nada”, afirmou, vincando que "a Aliança é ela própria", e "não existe por causa de outro partido estar melhor ou pior".

O líder assinalou também que "a Aliança é um partido com causas muito próprias que não se confundem com as de outros".

"Os outros sabem da sua vida, eu tenho que saber da vida da Aliança, é por isso que sou responsável", vincou.

O antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro anuncia esta sexta-feira a sua disponibilidade para disputar a presidência do partido, em conferência de imprensa no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, pelas 16:00.

A informação foi transmitida na quinta-feira por fonte próxima do antigo deputado social-democrata, segundo a qual Luís Montenegro defenderá que se devem realizar “eleições já”.

A antecipação do calendário eleitoral terá de passar por uma deliberação do Conselho Nacional, estando em curso um movimento de algumas distritais de recolha de assinaturas para a realização de uma reunião extraordinária deste órgão, com vista à apresentação de uma moção de censura à direção de Rui Rio.

O anúncio de Luís Montenegro acontece quando o presidente do PSD, Rui Rio, está prestes a completar um ano à frente do partido – foi eleito em 13 de janeiro contra Pedro Santana Lopes com 54% dos votos – e quando ainda falta outro para completar o seu mandato.

Também Miguel Morgado, antigo assessor político de Passos Coelho, afirmou na quinta-feira que, se forem convocadas eleições diretas no PSD, irá ponderar “muito a sério a possibilidade de ser candidato”, uma decisão independente de uma candidatura de Luís Montenegro.