Avança a TVI que um homem de 39 anos está internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sendo o segundo caso confirmado fora da região norte. O paciente, que se encontra internado "em isolamento", está "estável", informou a Diretora-Geral de Saúde, Graça Freitas.

Segundo a Diretora-Geral de Saúde, o paciente veio recentemente do Ruanda, onde existem esporadicamente casos de sarampo, e teve uma "ligação laboral" com a Invicta. Todavia, ainda estão a ser investigadas as condições em que terá sido contaminado, não sendo certa a ligação com o surto do Porto

Segundo o último balanço, avançado ontem, 27 de março, 34 casos de sarampo estão em investigação e 163 revelaram-se negativos. Há atualmente 12 infetados com a doença, todos adultos — aos quais acresce o caso agora confirmado de Lisboa.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), dos 70 casos confirmados até ontem (71 face ao caso de hoje), 58 já estão curados, sendo que 40 (57%) eram mulheres e 61 (87%) eram profissionais de saúde.

A maioria dos casos de sarampo no atual surto tem ligação ao Hospital de Santo António, no Porto, adianta a DGS.

A Direção-geral da Saúde recorda que o vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infeciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Os doentes são considerados contagiosos desde quatro dias antes e até quatro dias depois do aparecimento da erupção cutânea.

Os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois de a pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal.

Existe vacina contra o sarampo no Programa Nacional de Vacinação, que deve ser administrada aos 12 meses e cinco anos.

Os profissionais de saúde devem ter as duas doses da vacina independentemente da sua idade.

Quem já teve sarampo está imunizado e não voltará a ter a doença. As pessoas com o esquema vacinal completo podem contrair a doença, mas de forma leve e não são veículo de transmissão, segundo as autoridades de saúde.

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