"Vejo necessidade de transpor e fazer mais em conjunto", declarou Stoltenberg numa conferência de imprensa em Bardufoss, na Noruega, sublinhando que espera que a próxima cimeira da NATO, em junho, culmine em "decisões concretas" para aumentar a presença na região de forças terrestres, no mar e no ar".

A NATO, defendeu o seu secretário-geral, não pode consentir um "vazio de segurança" no Ártico, que pode "alimentar ambições" da Rússia, expor a Aliança e aumentar "mal-entendidos".

A crescente presença de forças da NATO no Ártico "não é provocar conflitos, mas sim impedi-lo", declarou Stoltenberg, que visitou hoje as tropas que participam nas manobras militares "Cold Response 2022", a decorrer na Noruega e que envolvem operacionais de 27 Estados-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, incluindo Portugal, e parceiros.

"A guerra contra a Ucrânia é uma encruzilhada, um novo normal para a segurança europeia e para o Ártico", alertou Stoltenberg, considerando que a "maior ameaça" à segurança no Ártico é o aumento da atividade russa.

Exercícios como a "Cold Response", que se realizam de dois em dois anos desde 2006, são um sinal da maior visibilidade da NATO, disse o seu secretário-geral, sublinhando, no entanto, que se trata de manobras defensivas e planeadas há muito tempo.

As manobras, que se prolongam até ao início de abril, estão a decorrer no sudeste, centro e norte da Noruega e visam reforçar a capacidade defensiva deste país membro da Aliança em condições meteorológicas exigentes.

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