“Se as coisas correrem mal, podem correr terrivelmente mal”, referiu o líder da Aliança Atlântica em declarações à estação norueguesa NRK.

“É uma guerra terrível na Ucrânia. É também uma guerra que se pode tornar numa guerra total, que alastra para uma grande guerra entre a NATO e a Rússia”, acrescentou, garantindo que o Ocidente está a trabalhar “todos os dias” para evitar esse cenário.

O ex-primeiro-ministro da Noruega salientou também na entrevista que é importante evitar um conflito “que envolva mais países da Europa e se torne numa guerra travada na Europa.”

O Kremlin tem acusado repetidamente os aliados da NATO de se tornarem efetivamente uma parte do conflito, fornecendo armas à Ucrânia, treinando as suas tropas e apoiando a inteligência militar para atacar as forças russas.

Em declarações vistas como um aumento das tensões entre a Rússia e o Ocidente, o Presidente russo Vladimir Putin sugeriu que Moscovo pode pensar em utilizar um ataque preventivo, descrevendo este como um conceito dos EUA.

Putin defendeu hoje que será necessário um acordo “no final” do conflito na Ucrânia, mas disse ter dúvidas sobre a confiança que Moscovo poderá depositar nos seus interlocutores.

“No final teremos de chegar a um acordo. Já disse várias vezes que estamos prontos para essas negociações, estamos abertos, mas isso obriga-nos a pensar com quem estamos a lidar”, realçou Putin, à margem de uma cimeira regional no Quirguistão.

Vladimir Putin reagia a comentários recentes da ex-chanceler alemã Angela Merkel, que disse que o acordo de Minsk de 2014, entre Moscovo e Kiev, assinado sob a égide da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), deu à Ucrânia tempo para se fortalecer e enfrentar um conflito armado com a Rússia.

A ofensiva militar da Rússia na Ucrânia foi lançada a 24 de fevereiro e justificada por Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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