Em 29 de março último, a Comissão Liquidatária do Banif disse que tinha sido notificada que o Ministério Público tinha acusado a TVI de ofensa à reputação económica da instituição bancária e o diretor de informação da estação de, nomeadamente, desobediência qualificada e oferta à reputação.

"O Banif resultou em três processos contra a TVI, estando dois arrumados", afirmou, em entrevista à Lusa, Sérgio Figueiredo, que adiantou que "um chegou ao tribunal de instrução e foi arquivado", o qual era a queixa dos lesados.

Num outro, "que é promovido pelo próprio Banif, o Ministério Público decidiu acompanhar essa queixa particular e deduziu uma acusação à TVI", disse Sérgio Figueiredo.

"A TVI requereu a abertura de instrução, é nessa fase que estamos", afirmou o jornalista.

Sérgio Figueiredo disse que o processo do Banif é um tema que "consome tempo, consome recursos e, já agora, também a paciência".

"Acho estranho que num país em que os banqueiros conseguiram destruir praticamente todo o negócio bancário que o país tinha em sete ou oito anos, que muitos desses processos resultaram em vários tipos de intervenção do Estado - alguns na extinção dos bancos que existiam -, que os reguladores permitiram tudo isso (...), nunca preveniram a morte [das instituições], se esteja a discutir uma notícia de rodapé", comentou Sérgio Figueiredo.

O diretor de informação da TVI disse ainda estranhar que o Ministério Público coloque "com prioridade" este tema, em vez dos "processos que tem em mãos sobre os principais responsáveis deste fenómeno que está muito longe de se esgotar no Banif".

"É estranho que se desloque a conversa sobre o que é que aconteceu ao sistema financeiro para uma notícia. Acho que há só uma visão deturpada das prioridades dos procuradores do Ministério Público que consideram que o mensageiro é mais importante que uma mensagem", rematou.

A TVI noticiou em 13 de dezembro de 2015 (um domingo à noite) que o Banif ia ser alvo de uma medida de resolução. A notícia terá, segundo o banco, precipitado a corrida aos depósitos, cuja fuga foi próxima de mil milhões de euros na semana seguinte, segundo revelaram no parlamento vários responsáveis.

Em 20 de dezembro de 2015, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo.

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