“Na sequência dos trágicos acontecimentos ocorridos na carreira de tiro de Paços de Ferreira e que vitimou mortalmente um dos elementos do corpo da guarda prisional, o SICGP solicitou à tutela a suspensão imediata das sessões de instrução de tiro a nível nacional”, refere aquele sindicato em comunicado.

Segundo o sindicato, o corpo da guarda prisional é “um grupo fechado e unido” e a morte de um elemento “deixa marcas profundas nos seus elementos”.

O SICGP adianta que a sessão de instrução de tiro tem de ser efetuada com o máximo de segurança, concentração e sem qualquer tipo de distração.

“Marcar ou manter as sessões de instrução de tiro será estar a forçar os formandos, bem como os formadores, a uma situação que em que não conseguem, pelo menos para já, esquecer o sucedido há tão pouco tempo”, refere o sindicato, avançando que está marcada para segunda-feira uma sessão de instrução de tiro para a carreira de tiro de Paços de Ferreira.

O SICGP defende também “uma revisão urgente” dos métodos e procedimentos de segurança nas sessões de instrução de tiro, bem como uma avaliação psicológica dos instrutores de tiro.

Nesse sentido, o sindicato solicitou uma reunião com carácter de urgência com a tutela para avaliar esta situação e para propor alterações aos procedimentos existentes.

No passado dia 06 de novembro, uma guarda do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (feminino) morreu ao ser atingida no peito por uma bala disparada por um dos formadores durante uma ação de formação integrada no plano anual de tiro.

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