"Dois barris de bombas atingiram no hospital M10 e houve relatos da explosão de uma bomba também", afirmou Adham Sahloul, da Sociedade Médica Americana e Síria, citado pela Agência France Presse (AFP).

Tanto o hospital M10 como o segundo maior hospital da área, o M2, foram alvo de pesados bombardeamentos na quarta-feira, num ato que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon considerou serem "crimes de guerra".

O centro médico já tinha sido bombardeado na quarta-feira, assim como outro hospital, o segundo maior da região. Ataques que foram de imediato condenados pela comunidade internacional com Ban Ki-moon, a ser a voz maior e a classificá-los como "crimes de guerra".

Os dois hospitais ficaram inoperativos depois dos ataques desta semana que deixaram apenas seis centros médicos em funcionamento na zona leste da cidade, segundo a SAMS.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma ONG com sede no Reino Unido e que tem uma ampla rede de fontes na Síria, afirmou que os bombardeios também atingiram um hospital de campanha no bairro de Sakhur, neste sábado.

"Uma pessoa morreu e o hospital de campanha está fora de serviço", disse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, que não soube informar se a vítima era um paciente ou funcionário do hospital.

Os recentes bombardeios de Aleppo estão entre os mais intensos dos cinco anos de guerra na Síria e deixaram mais de 220 mortos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a Síria o país mais perigoso do mundo para trabalhadores da área médica, com 135 ataques contra centros hospitalares em 2015.

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