"As unidades de Faylaq al-Cham al-Islami retiraram-se este domingo de manhã com suas armas pesadas, inclusive tanques e armas, no sul da província de Alepo e nos subúrbios ocidentais da cidade" de mesmo nome, que se encontram na zona desmilitarizada prevista no acordo russo-turco, disse à agência France Presse (AFP) o diretor do observatório sírio dos direitos do homem, Rami Abdel Rahmane.

O grupo, composto entre 8.500 e 10.000 combatentes, segundo o responsável, faz parte da Frente Nacional de Liberação (FNL), uma coligação de grupos rebeldes formada no início de agosto na província de Idlib e partes das províncias vizinhas de Alepo, Hama e Lattakia, sob controle dos rebeldes.

Segundo o responsável, trata-se do segundo mais poderoso grupo no norte da Síria em termos de equipamento militar e o terceiro a nível do número de combatentes.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, acordaram a 17 de setembro a criação de uma “zona desmilitarizada” na província de Idlib, que será patrulhada pelas polícias militares turca e russa.

A ser criada antes de 15 de outubro, a zona desmilitarizada separará as posições das forças governamentais e das milícias da oposição, e terá uma extensão entre 15 a 20 quilómetros.

Mais de 350.000 pessoas morreram e milhões foram obrigadas a deixar as suas casas desde o início da guerra civil da Síria, em 2011.

A província de Idlib é a última região síria que não é controlada pelas forças governamentais. Cerca de 60% da zona é controlada pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, formado por membros de um antigo ramo da Al-Qaida), sendo que o restante território é ocupado por diversos grupos rebeldes.

O futuro desta província tem suscitado preocupação junto da comunidade internacional, incluindo da ONU e do papa Francisco, que têm alertado contra as consequências catastróficas a nível humanitário de uma grande ofensiva militar.

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