“Há, provavelmente, mais de 30 mortos”, disse o investigador da polícia Otacillo de Medeiros aos jornalistas, quando deixava o estabelecimento prisional.

As autoridades brasileiras tinham inicialmente indicado a existência de dez mortos.

O motim, que durou cerca de 14 horas, começou com uma briga entre presos de dois pavilhões, sendo que num deles estavam os relacionados com as fações criminosas que atuam no país.

Os presos, que se rebelaram às 17:00 de sábado no horário local (20:00 em Lisboa), renderam-se às 07:20 (10:20 em Lisboa) deste domingo, após a força de choque da Polícia Militar (PM) entrar nos pavilhões.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da região metropolitana de Natal, e é o maior presídio do Estado.

A penitenciária possui capacidade para 620 presos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania, órgão responsável pelo sistema prisional no Rio Grande do Norte.

Os distúrbios em Rio Grande do Norte representam um novo capítulo na crise no setor prisional, que assistiu a confrontos nas prisões dos estados do Amazonas e Roraima.

Desde o início do ano, mais de 100 reclusos morreram nas prisões brasileiras.

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