“Por enquanto, encontrámos os corpos de 48 soldados” declarou, em Zari, um soldado que falou à agência France-Presse (AFP) sob a condição de anonimato, no contexto do forte aumento de ataques contra o exército nigeriano do grupo do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP).

A mesma fonte referiu que “os corpos de 31 soldados foram encontrados no local do ataque” e os “outros 17 foram encontrados ontem [no domingo] pelas equipas que se descolaram ao distrito de Zari”.

Outra fonte militar indicou também que o ataque “feriu 20 soldados”, além dos 48 mortos.

No sábado, várias fontes militares informaram a AFP do ataque contra uma base militar, localizada entre a fronteira do Níger e a bacia do lago Chade, a zona de retirada da fação ISWAP.

“Os rebeldes chegaram em grande número em camiões e carregavam armas pesadas”, disse um oficial, citado pela AFP.

De acordo com a AFP, este ataque foi reivindicado numa breve declaração do ISWAP.

A Nigéria tem sido palco, desde 2009, da violenta ação rebelde do grupo fundamentalista Boko Haram, que pretende criar um estado islâmico na zona norte daquele país.

O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, que se recandidata nas eleições de fevereiro de 2019, foi eleito sob a promessa de erradicar o grupo ‘jihadista’, que já provocou mais de 20 mil mortos e milhões de deslocados desde 2009.

Em meados de agosto, centenas de militares manifestaram-se em Maiduguri, recusando ser destacados para zonas instáveis e sob ameaça do Boko Haram.

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