A importância da ética no mundo da tecnologia, nomeadamente no caso da Inteligência Artificial, foi um dos debates fundamentais da edição de 2017 da Web Summit e contou com Stephen Hawking no evento de inauguração.

Recordando a sua própria experiência de uso de tecnologia, nomeadamente na luta contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA), o cientista, que ajudou a compreender nomeadamente o papel dos buracos negros, referiu que esta nova revolução tecnológica talvez possa fazer anular os danos infligidos no mundo natural pela industrialização.

"Não conseguimos prever o que podemos alcançar quando as nossas mentes são ampliadas pela Inteligência Artificial (IA). Talvez com as ferramentas desta nova revolução tecnológica nós consigamos corrigir algum do dano causado ao mundo mundo pela industrialização. Vamos finalmente erradicar doenças e a pobreza. Todos os aspetos da nossa vida mudarão", afirmou Hawking.

“Sou um otimista e acredito que podemos criar Inteligência Artificial para o bem do mundo. Que isso pode funcionar em harmonia connosco. Nós simplesmente temos de estar conscientes dos perigos, identificá-los. Talvez alguns dos que me ouvem hoje já têm solução ou respostas para questões relacionadas com IA", disse o professor  antes de sublinhar que um mau uso desta tecnologia também pode ter um mau fim: “podemos ser destruídos por ela". Todos temos um papel a cumprir "para que possamos atingir o nosso potencial e criar um mundo melhor para toda a raça humana", observou.

O cientista enumerou algumas eventuais consequências pelo mau uso, como armas autónomas, que podem destruir seres humanos, para resumir que a AI pode ser o “melhor ou o pior que acontece à humanidade”.

O vídeo da intervenção do cientista foi lançado pelo português Nuno Sebastião, fundador e dirigente da Feedzai, que opera na área da Inteligência Artificial para prevenir fraudes.

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